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Reunião da Opep chega ao último dia com indefinição

07/12/2018

Fonte: Valor Econômico

A adesão da Rússia, importante produtor que não integra o cartel, mas tem atuado como aliado, é o principal fator de dúvida para a efetivação de cortes da oferta sob a liderança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Nesta sexta-feira, último dia de encontros em Viena, ocorre a reunião entre o cartel e parceiros.

Ao chegar à reunião de hoje, o ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Khaled al-Falih, disse não estar confiante de se alcançar um acordo. O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, recusou-se a responder a mesma pergunta.

Arábia Saudita e Rússia têm divergido sobre a questão de redução da produção, apesar do tom amigável entre o príncipe herdeiro Mohammed bin-Salman e o presidente Vladimir Putin durante a cúpula do G-20, na Argentina, no último fim de semana. A Rússia teria chegado a sugerir, no início da semana, um corte de apenas 100 mil barris/dia, o que causou um embate. Os sauditas, por sua vez, buscam um reequilíbrio que não incomode o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem criticado a intenção de diminuir a oferta para induzir uma recuperação dos preços da commodity.

Na avaliação de um representante saudita, a falta de entendimento, até o momento, mostra que o reino está perdendo influência sobre o cartel e outros grandes produtores. “Esta é provavelmente a primeira vez na história da Opep que os sauditas estão perdendo força”, afirma.