Como o conflito Rússia e Ucrânia pode afetar os postos de combustíveis no Brasil

Por: WebPosto

Um dos assuntos mais comentados do momento é o conflito entre Russia e Ucrânia… E será que essa questão afeta o segmento de postos de combustíveis no Brasil?

A resposta é SIM!

E você quer entender como? Nós montamos um artigo te explicando TUDO sobre o assunto.

O mundo voltou os olhos para o atual conflito travado entre a Rússia e a Ucrânia. Esta é a maior crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Além da preocupação eminente de uma possível guerra e o êxodo da população dos países afetados, questões econômicas já começam a atingir o mundo inteiro. Da mesma forma a instabilidade econômica instaurada, setores como o alimentício e até o de petróleo, por exemplo, começam a sofrer consequências por todos os países.

Mas afinal, como essa atual crise pode afetar o setor de postos de combustíveis e o Brasil? Continue a leitura e saiba tudo!

Entenda o conflito

A Ucrânia fazia parte da antiga União Soviética e se tornou independente em 1991. Antes de sua independência, o país era importante para o antigo Estado, por concentrar um grande polo agrícola, industrial e militar.

Hoje, após mostrar interesse em se aliar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Rússia a viu como uma forte ameaça. Do ponto de vista militar, o leste russo é tido como o ponto mais fraco da região.

Com isso, o atual presidente do país, Vladimir Putin, se aproveitou de duas regiões rebeldes ucranianas – Donetsk e Lugansk – e assinou um decreto para garantir reconhecimento independente das regiões. Isso ligou um alerta na União Europeia que não viu o ato com bons olhos e o declarou uma violação do direito internacional.

Por fim, no dia 21 de fevereiro, o presidente russo enviou tropas “em missão de paz” para garantir a segurança das regiões separatistas. Três dias depois, ele optou por invadir a Ucrânia.

Como ele pode afetar o mundo

Já nas primeiras horas do conflito anunciado, foi possível ver as bolsas de valores de todas as partes do mundo despencando. Somente na Rússia, as baixas chegaram a 45% com um prejuízo no final do primeiro dia de 70 bilhões de dólares nas maiores empresas do país.

Além disso, os países envolvidos no conflito são fornecedores importantes do mercado internacional de alimentos, como o milho e o trigo, já que juntos correspondem a 18,6% e 28,6%, respectivamente, de toda a produção do mercado global. Antes mesmo da invasão em terras ucranianas terem acontecido, o milho já tinha subido 35% em contratos futuros e o trigo 4%.

Dessa forma, especialistas acreditam que não demora muito para sentirmos no bolso e em nossos pratos, o impacto do preço desses alimentos. Produtos que se utilizam do trigo como matéria base e rações animais – que utilizam o milho, por exemplo, vão encarecer para os consumidores.

Outro ponto de risco para o mundo é o do petróleo. O barril teve sua maior alta nos últimos sete anos e chegou a fechar o mês de fevereiro em 105 dólares. O mesmo acontece com o gás natural, produto do qual a Rússia é o maior produtor global. Com o composto em alta, é fato de que em breve vejamos uma alta no preço dos combustíveis.

Como o conflito afeta o Brasil e os postos de combustíveis

Segundo pesquisa divulgada pela fundação Getúlio Vargas, o conflito entre Rússia e Ucrânia vai ter grandes impactos na economia brasileira. Isto porque a nossa bolsa vem caindo mais que a média da América Latina. Além disso, a moeda americana continua em alta, o que impacta negativamente em nossa economia. Se o dólar continuar alto e a inflação não ceder, é possível que o Banco Central aumente a taxa Selic, responsável pelos juros da nossa economia, mais que o previsto para este ano.

Além de a longo prazo vermos um encarecimento de produtos nas prateleiras, também será possível ver uma crescente na conta de energia e no preço dos combustíveis nas bombas. De acordo com o diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, Rodrigo Costa, é possível em um primeiro momento segurar os preços, mas não se sabe até quando.

De acordo com matéria pub­­licada na Agência Brasil, o país usa o gás natural para abastecimento das termelétricas. Para Rodrigo Costa, a perspectiva é que a elevação dos reservatórios das usinas hidrelétricas no início do ano possa compensar, pelo menos nesta fase de início de conflito.

Em relação à gasolina, a recuperação da safra de cana-de-açúcar está reduzindo o preço do álcool anidro, o que também ajuda a segurar a pressão do barril de petróleo num primeiro momento. Desde novembro do ano passado, o litro do etanol anidro acumula queda de 24,6% em São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo.

As maiores pressões sobre combustíveis estão ocorrendo sobre o diesel, que não tem a adição de etanol e subiu 3,78% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial. Com o diesel alto, vemos um aumento no preço da comida, já que ele é responsável pelos fretes utilizamos na distribuição dos mesmos.

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