Oferta global de petróleo vai crescer 2,5 milhões de barris/dia em 2026, quase o triplo da demanda, indica IEA

22/01/2026

Fonte: Eixos

Com um crescimento da oferta global de petróleo previsto para 2,5 milhões de barris/dia em 2026 e uma expectativa de expansão da demanda em 930 mil barris/dia, a Agência Internacional de Energia (IEA) manteve a expectativa de uma sobreoferta no mercado este ano. 
 
A desaceleração do consumo de gasolina é um dos motivos que ajuda a manter a demanda pressionada, segundo o Oil Market Report da agência, divulgado na terça (21).

  • A demanda da indústria petroquímica tem previsão de crescimento, mas essa expansão não será suficiente para compensar a queda da gasolina.  

Do lado da oferta, a IEA destaca que o excedente global é sustentado pelo forte crescimento da produção desde o início de 2025, sobretudo em países de fora da Opep, que responderam por 60% da expansão no ano passado. 

  • Em 2025, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Guiana e Argentina dominaram o aumento da extração. 
  • No Brasil, a Petrobras divulgou na semana passada que superou a meta estabelecida para 2025, com uma produção média de 2,4 milhões de barris/dia no ano. 

Para ficar de olho: a agência destaca uma forte recuperação da produção na Rússia em dezembro, apesar de o país ainda estar negociando petróleo e derivados com descontos no mercado internacional devido às sanções pela invasão à Ucrânia. 

As recentes turbulências geopolíticas na Venezuela e no Irã acrescentam incertezas quanto à capacidade desses países de manterem exportações no futuro.

  • Entretanto, a IEA destaca que os dois países já vinham tendo dificuldades em manter os níveis das exportações nos últimos meses. 
  • As vendas do petróleo iraniano no mercado internacional caíram 350 mil barris/dia de outubro para dezembro, finalizando o ano em 1,6 milhão de barris/dia. O país também está sujeito a sanções internacionais
  • Já a exportação da Venezuela caiu de 800 mil barris/dia em dezembro para 300 mil barris/dia em janeiro, devido ao bloqueio da costa pelos Estados Unidos.

Mesmo com as projeções de sobreoferta, o preço do barril subiu na quarta (21/1), em meio à elevada tensão entre EUA e Europa a respeito da Groenlândia

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