Redução no preço da gasolina ainda não chega ao consumidor na Grande BH, aponta pesquisa

02/02/2026

Fonte: Itatiaia

Mesmo com a redução no preço da gasolina anunciada pela Petrobras já em vigor nas refinarias
, o consumidor ainda não sente o impacto no bolso em Belo Horizonte e região.

O corte foi de 5,2% no valor do combustível vendido às distribuidoras, o que representa uma redução de cerca de 14 centavos por litro.

O levantamento do site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta.com, divulgado nesta segunda-feira (2), foi realizado entre os dias 28 e 30 de janeiro de 2026 e ouviu 190 postos.

De acordo com a pesquisa, a gasolina comum teve queda de 1% no preço médio em relação ao início de janeiro, passando de R$ 6,33 para R$ 6,27. Mesmo com a redução, a diferença entre os postos é grande: o litro pode custar de R$ 5,74 no local mais barato até R$ 6,88 no mais caro.

Já o etanol ficou um pouco mais caro, com o preço médio subindo de R$ 4,71 para R$ 4,74, alta de 0,72%. A variação entre os postos é ainda maior que a da gasolina, com valores entre R$ 4,19 e R$ 5,05.

Para quem tem veículo flex, os dados indicam que, a gasolina é a opção mais vantajosa. Pelo cálculo usado no mercado, o etanol só compensa quando custa até 70% do valor da gasolina, mas atualmente essa relação está acima disso.

Considerando o custo por quilômetro rodado, a gasolina sai por cerca de R$ 0,54, enquanto o etanol chega a R$ 0,56.

O diesel S10 se manteve praticamente estável, com preço médio de R$ 6,06. Ainda assim, há diferença entre os postos, com o litro variando de R$ 5,69 a R$ 6,69, cerca de 17%.

Veja tabela

Confira os preços;

Nas ruas

Pelas ruas, muitos motoristas reclamaram devido à demora para a redução de 14 centavos. A personal trainer Emanuele Mendes Fialho, de 38 anos, disse que roda com frequência por Belo Horizonte e Nova Lima e não viu nenhuma mudança nos valores.

“Não percebi redução nenhuma. Tá complicado, o preço segue o mesmo”, afirmou.

Já o motorista Luiz Cláudio Filho, de 60, disse que os postos seguem cobrando os mesmos valores. Para o aposentado Cleiton Stalen, de 50 anos, a demora no repasse causa indignação.

“A gente abastece uma ou duas vezes por semana e não vê esse retorno. Quando aumenta, sobe rápido, mas para baixar demora”, reclamou.

O que diz o Minaspetro

Na semana passada, à Itatiaia, o presidente do Minas Petro, Rafael Macedo, disse que a demora ocorre por causa de fatores como estoques, logística e o fato de os postos comprarem o combustível das distribuidoras, e não diretamente da estatal.

Para economizar, a recomendação é pesquisar: a consulta pode ser feita no site do MercadoMineiro ou pelo aplicativo comOferta.com.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.
Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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