Veja como o combustível adulterado prejudica o motor e aumenta custos

27/02/2026

Fonte: autoesporte

Abastecer parece um gesto simples da rotina do motorista, mas a escolha do que vai no tanque influencia diretamente o desempenho, a durabilidade e até a segurança do veículo. Em um mercado ainda marcado por irregularidades, redes como a Ipiranga investem em programas rigorosos de controle de qualidade para garantir que o combustível chegue ao consumidor dentro das especificações técnicas. O motivo é claro: quando ele sai do padrão, o primeiro a sentir é o motor.

Perda de potência, falhas na aceleração, dificuldade de partida e aumento do consumo estão entre os efeitos mais comuns e podem surgir logo após o abastecimento. “Tecnicamente, um combustível é considerado adulterado ou fora de especificação quando não atende aos parâmetros físico-químicos definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, explica Carlo Faccio, diretor executivo do Instituto Combustível Legal (ICL).

Segundo Carlo, esses parâmetros envolvem composição, teor de biocombustíveis, densidade, octanagem e a presença de contaminantes como água, solventes ou metanol. “Qualquer desvio compromete o desempenho e a segurança do motor”, afirma.

No Brasil, as adulterações mais recorrentes incluem a adição de solventes e hidrocarbonetos não autorizados à gasolina, excesso de etanol anidro, presença de água no etanol hidratado e misturas irregulares no diesel, muitas vezes associadas a falhas de armazenamento ou logística inadequada.

Por isso, o controle de qualidade adotado por redes como a Ipiranga, ao longo de toda a cadeia de distribuição, é um fator determinante para reduzir riscos ao consumidor.

Combustão comprometida e perda de eficiência

O impacto da adulteração começa no coração do motor. Quando o combustível não segue a especificação correta, há perda de eficiência. “A adulteração altera a queima ideal do combustível, provocando combustão incompleta ou descontrolada”, explica Carlo.

Isso reduz a eficiência energética, aumenta a formação de resíduos e interfere na leitura dos sensores eletrônicos do veículo. Na prática, o motorista percebe perda de potência, especialmente em retomadas e subidas, além de aumento significativo do consumo.

“Em alguns casos, é possível gastar de 10% a 15% mais combustível para obter o mesmo desempenho”, alerta o diretor do ICL. Marcha lenta irregular, funcionamento instável e o acendimento da luz de injeção também são comuns.

Nesse cenário, combustíveis desenvolvidos dentro das especificações fazem diferença. As gasolinas aditivadas da Ipiranga, por exemplo, são formuladas para promover uma combustão mais eficiente, ajudando a manter bicos injetores e válvulas limpos e contribuindo para um desempenho mais estável ao longo do tempo.

Prejuízo pode chegar a milhares de reais

Se alguns problemas aparecem imediatamente, outros se acumulam de forma silenciosa com o uso contínuo de combustível adulterado. Os componentes mais afetados incluem bicos injetores, velas, bomba de combustível, sensores de oxigênio e catalisador. Nos veículos a diesel, o risco se estende ao sistema de injeção de alta pressão e aos filtros.

Motores mais modernos, com maior eletrônica embarcada e sistemas sofisticados de controle de emissões, são ainda mais sensíveis. “Pequenas variações na qualidade do combustível podem gerar falhas, acionar modos de segurança e aumentar o risco de danos a componentes caros”, afirma Carlo.

No médio e longo prazo, os prejuízos podem incluir manutenção precoce, troca antecipada de peças, perda da garantia do fabricante, maior consumo e desvalorização do veículo. “Em casos extremos, o prejuízo pode chegar a milhares de reais, sem contar os riscos à segurança”, ressalta o executivo.

Qualidade no abastecimento faz diferença

Diante desse cenário, abastecer em postos de procedência confiável é um fator decisivo para preservar o desempenho do veículo. A Ipiranga mantém programas estruturados de controle e monitoramento da qualidade dos combustíveis, acompanhando o produto desde a base de distribuição até o bico de abastecimento.

Esse cuidado garante que o combustível entregue ao consumidor esteja dentro das especificações técnicas e contribua para um funcionamento eficiente e durável do motor. Em um contexto em que a adulteração ainda representa risco real ao carro e ao bolso do motorista, optar por combustíveis de qualidade, como os da Ipiranga, passa a ser parte essencial da experiência ao volante.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.
Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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