Preço da gasolina em BH: queda continua?

28/04/2026

Fonte: O tempo

Gasolina e etanol tiveram uma queda de cerca de R$ 0,20 na última semana na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O alívio no bolso do consumidor acontece semanas após gasolina e etanol sofrerem vários reajustes nos postos, motivados pelas incertezas da guerra no Irã. Especialistas apontam que a queda atual pode estar relacionada a uma série de fatores. 

Após a eclosão da guerra entre Estados Unidos e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo do mundo), os combustíveis sofreram reajustes no Brasil. Em BH, por exemplo, segundo pesquisa do Mercado Mineiro, a gasolina ficou R$ 0,40 mais cara em um mês – entre 3 de março e 7 de abril, o litro da gasolina passou de R$ 5,99 para R$ 6,38. Agora, no fim de abril, gasolina e etanol tiveram uma queda de R$ 0,20 na Grande BH, com a gasolina voltando ao patamar abaixo de R$ 6.

Segundo análise de Feliciano Abreu, do Mercado Mineiro, uma das explicações para a queda é a autorregulação do mercado: postos aumentaram o preço assim que a guerra eclodiu e, após não haver aumentos consideráveis nas refinarias, os próprios postos retiraram os reajustes. Além disso, houve retirada de impostos por parte do governo federal.

Outro fator é a queda do preço do etanol, que compõe 30% da gasolina. “O etanol já tem caído bastante, mesmo porque ele estava muito caro, agora ele está entrando na safra”, diz. Feliciano pontua, no entanto, que o etanol ainda é um dos combustíveis que apresenta maior variação de preço. “Sempre quando entra na safra dá essa diversidade maior de preços entre postos. Tem posto com preço novo e tem gente que está com preço antigo ainda”, pontua.

O diretor comercial na Valencio Pricing, Murilo Barco, reforça a tese do preço do etanol. “A queda no etanol e na gasolina está relacionada à evolução da safra da cana-de-açúcar. Com isso, há um aumento nos estoques de etanol nas usinas, e, consequentemente, o preço vem caindo nas usinas, desde o início do mês de abril”, contextualiza.

Apesar disso, com as incertezas sobre a guerra e o Estreito de Ormuz ainda fechado, combustíveis podem sofrer mais impactos mundialmente – em especial o diesel, que chegou a cair recentemente, mas pode voltar a aumentar. “Segundo dados da ANP, o diesel importado na semana retrasada caiu 0,83/L e na semana passada caiu mais 0,21. A queda se deve às reduções do barril que ocorreram em determinados momentos nas semanas que se passaram”, cita. “Porém, estamos com um novo viés de alta, com as incertezas do cessar fogo e com o prolongamento do fechamento do estreito de Ormuz”, pondera.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.
Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

Notícias Relacionadas

|
28 abril
Queda puxa média nacional: etanol recua para R$ 4,66, com maior baixa no Pará e alta concentrada em Goiás
|
28 abril
Oscilações do Brent em abril mostram mercado do petróleo sensível a oferta e tensões geopolíticas