O empresário e advogado Ricardo Magro, dono do grupo Fit e alvo de mandado de prisãoImagem: Michelle Cadari/Divulgação
A Polícia Federal pediu, e o STF (Supremo Tribunal Federal) mandou prender o empresário Ricardo Magro, do grupo Refit, dono da antiga refinaria da Manguinhos, no Rio de Janeiro, e considerado um dos maiores sonegadores do país.
O STF ordenou o bloqueio de R$ 52 bilhões do grupo empresarial. A operação tem como objetivo avançar na investigação sobre as relações de Ricardo Magro.
Magro é alvo da mesma operação que fez buscas na casa do ex-governador do RJ Cláudio Castro (PL) e do desembargador Guaraci Vianna, afastado do cargo por dar decisões que beneficiaram o empresário. A investigação é dentro da ADPF 635/RJ, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e que mira atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Segundo apurou o UOL, o caso foi incluído dentro da ADPF porque investiga a corrupção sistêmica no estado do Rio de Janeiro.
Outro lado: a reportagem entrou em contato com a assessoria do grupo Fit e aguarda um posicionamento.
Tema de Lula e Trump
Magro chegou a ser citado por Lula recentemente quando o presidente cobrou Donald Trump sobre a prisão de brasileiros que estavam nos Estados Unidos.
“Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles'”, disse Lula.
A investigação
Segundo a PF, a operação Sem Refino mira o uso de “estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.”
“As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo” diz a PF.
São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
O nome de Magro foi incluído na difusão vermelha da Interpol.
