Imagem: Receita Federal/Divulgação
O que aconteceu
59 mandados de busca e apreensão para cinco estados diferentes foram expedidos na operação Fluxo Oculto. As diligências, contra pessoas físicas e empresas, ocorrem em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Na cidade de São Paulo, são cumpridos 21 mandados. O estado também tem alvos no Arujá; Atibaia, Barueri; Itupeva; Jardinópolis; Mogi das Cruzes; Paulínia; Rafard; Santos; São José do Rio Preto; Sorocaba e Votorantim.
Nos outros estados, há mandados para seis cidades diferentes. São elas: Iguatemi (MS); Belo Horizonte; Nova Lima (MG); Casvavel (PR); Paranavaí (PR) e Rio de Janeiro.
Participam da operação cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos da Receita Federal. Eles têm apoio de integrantes do Gaeco do MP-SP, policiais militares e servidores da ANP.
Investigação aponta que seis instituições financeiras atuavam como “bancos paralelos” de uma organização criminosa ligada ao mercado de combustíveis. A operação de hoje também busca provas contra supostos envolvidos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista. O esquema criminoso continuou mesmo após outras instituições serem alvos da operação anterior, segundo informações preliminares.
As empresas em questão formariam um núcleo financeiro usado para compensações internas entre distribuidoras e postos. Elas também fariam movimentações entre empresas e fundos de investimento, além de pagamentos a colaboradores e despesas pessoais de operadores do esquema, segundo o Ministério Público de São Paulo.
As seis instituições teriam movimentado mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025, segundo a Receita Federal. Essas movimentações aconteceram com depósitos em espécie e abertura de contas em outras instituições de pagamento, criando camadas adicionais de ocultação dos valores. Uma das empresas teria recebido mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo entre 2022 e 2024.
Endereços alvos incluí a Avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi, referência comercial em São Paulo. O local também foi alvo da operação Carbono Oculto em agosto em 2025. Outras empresas com sede próximas a avenida também são alvos, duas delas na rua Joaquim Floriano, a duas quadras da Faria Lima.
