Retomada da guerra no Oriente Médio atrapalha planos do governo brasileiro para combustíveis

09/07/2026

Lula (PT) e Dario Durigan durante assinatura da MP referente ao Novo Desenrola Brasil, em 4 de maio de bancada ruralista no Congresso.

Fonte: Eixos

 Após semanas de negociações de paz, a guerra no Oriente Médio foi retomada com novos ataques entre Estados Unidos e Irã na terça-feira (7/7). O preço do barril de petróleo voltou a subir, em meio às novas ameaças aos fluxos no Estreito de Ormuz. 

  • O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o acordo provisório com o Irã “acabou” e que tomará novas medidas que podem fazer o preço do petróleo subir.
  • A commodity já reagiu: ao longo da quarta-feira (8/7), o Brent chegou a subir mais de 6% e voltou a ultrapassar a barreira dos US$ 80 durante o dia. 
  • O contrato do barril com vencimento em setembro encerrou a quarta negociado a US$ 78,02alta de 5,20%.

O cenário impacta diretamente os planos do governo brasileiro de desmontar os subsídios aos combustíveis, em vigor desde março para evitar o impacto da crise global no bolso da população. 

  • O governo já havia retirado uma parcela da subvenção do diesel na semana passada
  • A expectativa era que o alívio dado à gasolina fosse revogado esta semana, mas agora esse prazo deve ser adiado
  • A Câmara dos Deputados, inclusive, aprovou na quarta a Medida Provisória (MP) 1344/26, que abriu R$ 10 bilhões em crédito extraordinário no Orçamento de 2026 para os subsídios dos últimos meses.

Entretanto, a nova escalada nas tensões também amplia a tensão interna no Brasil entre o governo Lula (PT) e a bancada ruralista no Congresso.

  • Governo e agronegócio duelam sobre o custo efetivo do Projeto de Lei 114/2026, que autoriza a redução de tributos federais para bancar as subvenções. 

Para piorar, um aceno do governo ao agro acabou frustrado: a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que estava marcada para quarta (8) foi cancelada em cima da hora

  • pauta previa, entre outros itens, o aumento da mistura do etanol na gasolina, dos atuais 30% para 32% (o E32); e a retomada da discussão sobre a moratória das importações de biodiesel.
  • O aumento da mistura é visto como uma das medidas para reduzir o impacto no Brasil da crise global no petróleo. 
  • A decisão de cancelar a reunião partiu da Casa Civil, à revelia do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).
  • Já é a terceira vez que isso acontece: em maio e junho as reuniões do CNPE também foram canceladas. 

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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