Lula durante visita à Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP). Foto: Ricardo Stuckert
Produtores de biodiesel retomaram nesta segunda (13/7) uma campanha para elevar a participação do biocombustível de soja no diesel rodoviário. A ideia é aproveitar a janela de aumento de preços provocada pela guerra dos EUA no Irã e a ociosidade da indústria doméstica.
- Os EUA anunciaram formalmente nesta tarde um bloqueio naval a todos os portos e áreas costeiras do Irã, em uma medida que começará a ser aplicada a partir de amanhã às 17h (de Brasília).
Mais cedo, em carta (.pdf) entregue ao presidente Lula (PT), a Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) e as associações setoriais Abiove, Aprobio e Ubrabio defenderam que o Brasil “vive o momento mais favorável” para saltar dos atuais 15% de mistura para 17% (B17), com disponibilidade de matéria-prima para isso, entre outros fatores.
“Do ponto de vista econômico, o aumento da participação dos biocombustíveis reduz a exposição do Brasil às oscilações internacionais do mercado de petróleo, aumenta a segurança do abastecimento e cria um importante mecanismo de amortecimento para a volatilidade dos preços dos combustíveis”, defende a carta da FPBio.
“O Brasil está preparado. Os testes demonstram responsabilidade técnica. O contexto internacional reforça a urgência. Este é o momento de avançar para o B17”, completa.
A entrega ocorreu durante um evento com Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), no Instituto Mauá, em São Caetano do Sul (SP), para conhecer o programa de testes que irá validar o uso do combustível renovável até 25% (B25). Os estudos terão 300 horas de duração.
A validação é uma condição para avançar com o teor de biodiesel e o próprio plano de testes aprovado pelo governo em maio deste ano deixa clara essa exigência, em linha com o que defendem distribuidoras, transportadoras e indústria automotiva.