As perspectivas do setor de distribuição de combustíveis são muito positivas em meio ao processo de “limpeza” do mercado que tem afastado empresas com práticas irregulares, diz o Scotiabank.
Os analistas Jorge Gabrich e Pedro Nascimento escrevem que a saída forçada da Refit, que chegou a deter cerca de um terço das vendas de gasolina e etanol e quase um quinto do mercado de diesel fluminense, é o grande gatilho.
A remoção dessa companhia após escândalos financeiros, que operava com vantagens de custos inalcançáveis, devolve imediatamente participação de mercado e margens de lucro para as grandes distribuidoras que atuam dentro das regras.
Com isso, eles elevaram os preços-alvos de Vibra Energia, Ultrapar e Petrobras, mantendo recomendação de compra, vendo maiores impactos positivos dessa melhoria de visibilidade em combustíveis.
Somando a comercialização de gasolina, etanol e diesel, o banco já estima um prêmio próximo a R$ 4 por metro cúbico na margem Ebitda recorrente de Vibra e Ultrapar, além de um ganho de volume incremental de até 1,5%.
Diante desse cenário de retomada, os analistas classificam a Vibra como sua principal escolha na distribuição, por possuir um portfólio puro sem a diluição de outros negócios e por ter sido a maior vencedora de volume.
A Ultrapar vem na sequência, destacando que a dona dos postos Ipiranga construiu um caminho muito mais claro para a remuneração aos investidores após desistir oficialmente da complexa aquisição da Rumo.
Já no segmento de exploração e produção, o Scotiabank mantém a Petrobras como a sua aposta favorita, amparada pela forte e visível distribuição de dividendos aos acionistas.
A Prio, por sua vez, é vista como uma excelente alternativa, mas com maior volatilidade atrelada aos preços do petróleo, enquanto a PetroRecôncavo é prejudicada por não exportar petróleo.