Subsídio para evitar aumento no preço dos combustíveis continuará • Rovena Rosa/Agência Brasil
Em meio ao aumento das tensões da guerra no Oriente Médio, o governo federal deve prorrogar por mais dois meses o subsídio que evita um aumento no preço da gasolina. A medida, que perderia a validade no fim de julho e gerou pressão de diferentes setores pela continuidade, deve ser estendida até o fim de setembro. A decisão final deverá ser anunciada nos próximos dias.
O subsídio foi criado para amenizar os impactos da alta dos combustíveis sobre a inflação e o custo de vida da população. A prorrogação busca evitar que as oscilações do mercado internacional sejam repassadas imediatamente ao consumidor.
A continuidade da política dependerá do comportamento do mercado internacional de petróleo e das condições fiscais do governo.
A Rádio Itatiaia apurou que, nos bastidores, a equipe econômica também discute uma estratégia para retirar o benefício de forma gradual, evitando um aumento brusco dos preços nas bombas.
No início do mês, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo pretendia encerrar o subsídio de R$ 0,44 por litro sobre a gasolina e outros combustíveis. O anúncio foi feito após a Petrobras reduzir os preços praticados nas refinarias.
Mas, agora, a equipe econômica do Ministério da Fazenda pretende acompanhar a evolução dos preços internacionais do petróleo e os reflexos sobre os combustíveis no Brasil antes de definir os próximos passos.