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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo pode retirar o subsídio da gasolina se o preço do petróleo cair. Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, ele disse ainda que não haverá novo programa de renegociação de dívidas.
O que aconteceu
Durigan afirmou que a subvenção à gasolina é uma medida excepcional e pode ser desfeita caso o petróleo recue. Em entrevista ao programa “É Notícia”, da RedeTV!, ele disse: “Se o preço do petróleo cair, vamos tirar o subsídio. Se tivermos uma redução maior [dos preços do petróleo], vamos tirar porque temos que voltar para a situação anterior”.
Ministro disse que o governo precisa reduzir gastos obrigatórios e trabalhar para baixar os juros. Ele afirmou que a meta é “unir setor privado e setor público” e defendeu a diminuição dos gastos como parte do esforço para melhorar a economia.
Durigan afirmou que o governo não vê necessidade de criar um novo Desenrola. Ele disse que o programa teve como foco “fazer a dívida caber no bolso” e avaliou que o “espírito” da iniciativa é permitir que as pessoas saiam da inadimplência, mas sem virar uma política repetida continuamente.
Ministro disse que o risco de “pautas-bomba” no Congresso diminuiu e está sob controle. Ele disse que o governo trabalhou para reduzir riscos e evitar a aprovação de medidas com forte impacto fiscal, especialmente em ano eleitoral.
Durigan classificou o escândalo do Banco Master como “crime” e defendeu ação das autoridades. Ele disse ver o caso “com repulsa” e afirmou que há espaço para aprimorar regulação e supervisão, citando que Receita Federal e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vêm “apertando o cerco” contra fraudes.
Ministro trabalha para que o TCU (Tribunal de Contas da União) apresente em breve as alíquotas da reforma tributária. Em entrevista à Rádio Capital, de Mato Grosso do Sul, ele afirmou que ainda existem incertezas, mas que a transição para as novas regras começa em 2027, como previsto.
Durigan comparou as dúvidas sobre a reforma a “dores de crescimento” e disse esperar simplificação do sistema. “Então, tem algumas incertezas que fazem parte do processo de crescimento do País, como dores de crescimento de uma criança”, afirmou. Ele completou: “Eu acho que é um grande avanço. Não vai ser difícil para as pessoas. E vai diminuir a sonegação e ampliar a base de formalização que é importante para a economia do País”.
Política fiscal é foco do governo. Durigan disse ter “obsessão” para fazer o governo gastar menos e melhor, com foco em derrubar juros. Na entrevista à Rádio Capital FM, ele afirmou: “Isso é uma obsessão. Nós precisamos melhorar a condição fiscal, fazer com que o governo gaste menos e melhor, para que a gente consiga equilibrar a taxa de juros do futuro”.
Ministro afirmou que o governo pretende fechar o ano com as contas em dia e citou a possibilidade de superávit. “Em 2024, zeramos o déficit. Nesse ano, nós não fizemos o déficit zerado. Com alguma sorte, fazemos um superávit. Mas a conta está em ordem. A conta do Tesouro vai fechar em ordem no fim do ano”, disse.
Agenda fiscal e regulação entram no debate
Durigan disse que a inflação é a menor em um mandato presidencial, mas reconheceu dificuldades no dia a dia. Ele afirmou que isso não significa que “a vida está fácil” e citou melhora no emprego e pessoas saindo de programas como o Bolsa Família.
Ministro criticou o que chamou de “indústria” de recuperação judicial no país. “Porque a gente tem uma indústria de recuperação judicial de empresas. É abuso da forma. Empresas que, muitas vezes, são criadas, já pensadas para fazer recuperação judicial”, disse.
Ele defendeu destravar no Congresso as nomeações para diretorias de agências e órgãos reguladores. Durigan afirmou que as indicações estariam represadas por questões políticas e disse que recompor quadros técnicos ajuda a reduzir a chance de novos escândalos.
Ministro disse que o Orçamento de 2027 deve indicar o que precisa ser cortado, mesmo em ano eleitoral. Ele lembrou que o governo tem cerca de R$ 17 bilhões bloqueados do Orçamento e afirmou: “O orçamento do próximo ano, ele vem direitinho. Com tudo que tem que cortar, com tudo que tem que cobrar lá dentro”.