Preços da gasolina, etanol e diesel S-10 recuam em julho; etanol lidera queda

03/08/2026

Foto: Moisés Silva / O Tempo

Fonte: O tempo

Os preços médios dos principais combustíveis praticados nos postos brasileiros fecharam o mês de julho em queda na comparação com junho. A retração consolida um movimento de acomodação do mercado observado ao longo das últimas semanas. O etanol foi o destaque, ao registrar a queda mais expressiva e reforçar sua vantagem econômica frente à gasolina em parte do país. O diesel S-10 também apresentou recuo significativo, enquanto a gasolina manteve trajetória de maior estabilidade.

Os dados constam no levantamento mensal da ValeCard, empresa de soluções de mobilidade, meios de pagamento e benefícios corporativos. A pesquisa analisou transações efetuadas entre 1º e 26 de julho em mais de 25 mil postos credenciados pelo Brasil.

Na média nacional, a gasolina passou de R$ 6,851 para R$ 6,821, uma redução de R$ 0,030 (-0,44%). O etanol caiu de R$ 4,451 para R$ 4,365, com retração de R$ 0,086 (-1,93%). Já o diesel S-10 recuou R$ 0,102 (-1,40%), ao passar de R$ 7,298 para R$ 7,196 por litro.

Para o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga, julho consolidou um movimento de acomodação dos preços observado desde o início do inverno, impulsionado pelo aumento da oferta de combustíveis e por um cenário internacional menos pressionado do nas semanas anteriores.

“Embora persistam fatores de risco, como oscilações do petróleo e do câmbio, o mercado encontrou um equilíbrio maior, refletindo nos preços pagos pelos consumidores e pelas empresas que dependem de frotas para suas operações”, afirma.

Gasolina mantém estabilidade com recuo moderado

A redução média de 0,44% na gasolina indica estabilização após movimentos mais intensos no primeiro semestre. A maior parte dos estados brasileiros registrou retração nos valores cobrados aos motoristas, o que indica menor pressão dos custos de distribuição e do cenário internacional.

Confira as maiores quedas e as maiores altas:

Quedas

  • Distrito Federal: 3,69%
  • Bahia: -1,46%
  • Sergipe: -1,22%
  • Goiás: -1,15%
  • Santa Catarina: -1,00%

Altas

  • Amazonas: 3,71%
  • Maranhão: +1,67%
  • Piauí: +0,92%
  • Rio Grande do Norte: +0,81%
  • Mato Grosso: +0,57%

O Rio Grande do Sul registrou novamente o menor preço médio nacional (R$ 6,420). Estados do Sul e do Sudeste concentram maior concorrência entre distribuidoras, proximidade de polos de refino e logística mais eficiente. Roraima permaneceu com a média mais alta do país (R$ 8,127).

O comportamento do combustível fóssil acompanha a maior previsibilidade no mercado, devido à política comercial da Petrobras e a ampliação do percentual de etanol na mistura, que vem sendo debatida como medida complementar para mitigar custos ao consumidor final.

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Safra de cana impulsiona etanol, que lidera reduções

Com retração média nacional de 1,93%, de R$ 4,451 para R$ 4,365, o etanol teve o melhor desempenho no mês entre os combustíveis pesquisados. O recuo foi impulsionado pelo avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país, do aumento da produção nas usinas e a maior oferta do produto no mercado.

São Paulo registrou o menor valor médio do país, a R$ 3,974 por litro, beneficiado pela intensificação da moagem da cana no estado. Já o Acre permaneceu com o maior preço médio nacional, atingindo R$ 5,321.

A maior disponibilidade de etanol anidro, usado na mistura da gasolina, também aliviou a cadeia de abastecimento de combustíveis fósseis em diversos mercados.

Veja as maiores quedas no país no custo do biocombustível:

  • Roraima: -7,48%
  • Acre: -5,24%
  • Mato Grosso: -3,77%
  • Rio Grande do Norte: -3,75%
  • Distrito Federal: -3,47%
  • Maranhão: -3,35%
  • Ceará: -3,24%

Apenas o Amazonas teve alta no valor do etanol, de +2,98%, para R$ 5,110, enquanto o Rio Grande do Sul manteve estabilidade. O diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard explica que o etanol segue sendo o combustível mais sensível ao comportamento da safra sucroenergética.

“Com maior disponibilidade do produto nas usinas, os preços recuaram de forma consistente em praticamente todo o país, fortalecendo sua competitividade frente à gasolina. Para consumidores e gestores de frotas, esse movimento amplia as oportunidades de redução dos custos de abastecimento, especialmente nas regiões produtoras”, avalia Marcelo Braga.

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Onde compensa abastecer com etanol?

A referência adotada pelo setor para veículos flex indica que o etanol é economicamente vantajoso quando seu valor equivale a até 70% do preço da gasolina.

De acordo com o levantamento mensal da ValeCard, em julho, a relação média nacional ficou em 69%, o que confirma a vantagem do biocombustível no panorama geral do país.

Confira a lista dos 13 estados onde abastecer com etanol foi mais vantajoso em julho, com base na paridade média apurada:

  • Mato Grosso: 57%
  • Roraima: 58%
  • São Paulo: 60%
  • Amapá: 61%
  • Mato Grosso do Sul: 62%
  • Goiás: 63%
  • Distrito Federal: 64%
  • Paraná: 64%
  • Minas Gerais: 67%
  • Bahia: 68%
  • Acre: 69%
  • Amazonas: 70%
  • Santa Catarina: 70%

Diesel S-10 recua, mas registra disparidades regionais

O diesel S-10 teve a segunda maior queda do mês (-1,40%) e caiu de R$ 7,298 em junho para R$ 7,196 em julho. A redução de R$ 0,102 por litro favorece diretamente o setor do transporte de cargas e empresas de logística.

O movimento refletiu uma menor pressão nos preços do petróleo no mercado internacional, a manutenção da política comercial da Petrobras e o aumento da oferta interna.

Embora o mercado internacional tenha sofrido forte volatilidade na reta final de julho, medidas adotadas pela estatal e pelo governo federal amorteceram impactos imediatos, o que evitou repasses de curto prazo aos consumidores.

Maiores baixas: o Rio Grande do Sul teve a maior queda (-3,21%), seguido por Paraná (-2,56%), Mato Grosso do Sul (-2,56%), São Paulo (-2,24%) e Santa Catarina (-2,11%).

Altas pontuais: Amapá (+0,94%), Amazonas (+0,93%), Roraima (+0,76%) e Acre (+0,64%) registraram elevação nos preços, impulsionados por custos logísticos na Região Norte.

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A diferença do valor médio entre os extremos do levantamento ultrapassou R$ 1,70 por litro, variando de R$ 6,413 no Rio Grande do Sul, o menor valor, para a R$ 8,123 em Roraima, o maior.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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