Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta quinta-feira (20), em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e ao impasse nas negociações diplomáticas entre os dois países.
- O petróleo tipo Brent, a referência global e brasileira de preço, avançou 2,4%, cotado a US$ 93,78 por barril.
- O tipo WTI, a referência de preço nos Estados Unidos, subiu 2,3%, a US$ 87,83.
A alta ocorre depois de o presidente americano, Donald Trump, endurecer o tom contra o Irã e ameaçar impor o que classificou como uma “guerra econômica” ao país.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que havia dado ao governo iraniano uma oportunidade para chegar a um acordo, mas que Teerã teria fracassado em aproveitá-la.
Na sequência, o presidente americano anunciou uma operação de pressão econômica contra o Irã, com sanções e medidas de isolamento que, segundo ele, seriam aplicadas em uma escala sem precedentes.
Trump também ameaçou impor “consequências econômicas” a qualquer país que ofereça uma espécie de sustentação financeira ao Irã. Entre as medidas citadas estão restrições a transferências de dinheiro, operações de câmbio e registros de embarcações.
Emirados suspendem comércio com Irã
O movimento acontece um dia depois de os Emirados Árabes Unidos anunciarem a suspensão de todas as relações comerciais e transações financeiras com o Irã.
A decisão veio após os Emirados afirmarem que foram alvo de ataques iranianos na terça-feira. Segundo o governo do país, dois mísseis balísticos foram lançados do território iraniano em direção ao seu território.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que tenha realizado os ataques.
Os Emirados Árabes Unidos são um importante parceiro comercial do Irã. A suspensão das relações aumenta a pressão econômica sobre Teerã, que já enfrenta uma série de sanções impostas pelos Estados Unidos.
Para o mercado de petróleo, o agravamento das tensões aumenta as preocupações sobre possíveis impactos sobre a oferta e o comércio da commodity na região.
Além disso, o aumento da pressão americana e o rompimento de relações comerciais pelos Emirados reduzem as perspectivas de uma retomada das negociações para um acordo de cessar-fogo no curto prazo, tornando ainda mais voláteis as cotações do petróleo no exterior.