Maioria dos presidenciáveis apoia investimento em petróleo e gás; veja planos de transição energética

02/10/2026

Eduardo Anizelli – 18.jul.25/Folhapress

Fonte: UOL

  • Oito dos 12 candidatos sugerem medidas para incentivar fósseis; nove dizem que vão estimular fontes renováveis
  • Especialistas afirmam enxergar contradição e falta de prioridade nas propostas

 maioria dos candidatos à Presidência nas eleições deste ano apoia medidas que mantêm ou aumentam a produção de petróleo e gás natural. É o que aponta levantamento da Folha com base nos planos de governo enviados ao Tribunal Superior Eleitoral e em respostas das campanhas.

Dos 12 postulantes ao cargo, oito apresentam propostas voltadas a incentivar os combustíveis fósseis, cuja queima é a principal responsável pelo aquecimento do planeta. Por outro lado, nove candidatos sugerem políticas para investir em fontes renováveis de energia, incluindo eólica, solar, hidrelétrica, hidrogênio verde e biocombustíveis.

“Não consigo enxergar ainda um cronograma efetivo para a transição energética em nenhum plano de governo”, afirma Taciana Stec, especialista em política climática do Instituto Talanoa. “É um sinal de que os candidatos não entendem a pauta como algo central.”

O programa do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, afirma que um eventual próximo mandato estaria comprometido com o aumento da participação de fontes renováveis e a “substituição progressiva de combustíveis fósseis por biocombustíveis e combustíveis de baixa intensidade de carbono”.

A proposta diz que o país continuará a participar do debate internacional sobre o mapa do caminho para a transição dos fósseis, roteiro defendido pelo Brasil na última conferência climática das Nações Unidas, a COP30, com metas para orientar o fim da dependência das fontes poluentes.

A campanha de Lula afirma à Folha que o país seguirá produzindo petróleo e gás: “Isso, porém, não representa autorização para uma expansão ilimitada do setor. Os investimentos deverão observar o licenciamento ambiental, a viabilidade econômica, as metas climáticas nacionais e o risco de criar ativos e infraestruturas incompatíveis com a descarbonização”.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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