Décio Oddone, Adriano Pires e Eduardo Pazuello são cotados para Petrobras caso Flávio seja eleito

09/10/2026

No mercado de energia, circulam possíveis nomes que poderiam ocupar a presidência da Petrobras em uma eventual eleição do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Até o momento, são cotados para presidir a estatal o ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Décio Oddone, o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, e o deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ), segundo fontes do setor.

Os interlocutores ressaltam que composições políticas que venham a ser feitas caso Flávio seja eleito podem alterar o quadro, com possíveis novos nomes a serem incluídos na lista. No momento, são esses os nomes considerados. Atualmente, a Petrobras é presidida por Magda Chambriard.

Procurados, Flávio Bolsonaro e Eduardo Pazuello não retornaram até o fechamento desta edição. Décio Oddone disse que não comentaria o assunto. E Adriano Pires afirmou que não pode falar de indicações porque desconhece o assunto.

Segundo as fontes, o nome de Oddone ganhou tração na campanha de Flávio depois de ter gerido a Enauta, antiga empresa de petróleo e gás do grupo Queiroz Galvão, conduzindo a fusão com a 3R Petroleum, que resultou na Brava, da qual foi presidente. Oddone teve longa carreira na Petrobras, servindo na área internacional, e foi diretor de projetos de óleo e gás na Prumo Logística, além de diretor-geral ANP, sucedendo Chambriard.

Também concorre ao comando da petroleira, dizem as fontes, Adriano Pires, que participa da coordenação da campanha na área de energia. Em março de 2022, no governo de Jair Bolsonaro, Pires chegou a ser indicado para presidir a companhia, como sucessor do general Joaquim Silva e Luna. Na ocasião, Bolsonaro buscava reduzir os preços dos combustíveis nas refinarias, que estavam pressionados pela guerra na Ucrânia.

Na ocasião, o nome de Pires chegou a ser apresentado ao conselho de administração da estatal, que deveria votar a indicação, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) vetou o movimento, devido ao fato do CBIE, instituto do qual é sócio, atender a empresas de óleo e gás, o que configuraria conflito de interesses. Ele acabou desistindo da indicação. Ao todo, a Petrobras teve cinco presidentes no governo Bolsonaro.

Já Eduardo Pazuello também estaria cotado para o cargo, segundo as fontes. Deputado federal pelo Rio, ele tem atuado em frentes parlamentares ligadas à energia e ao setor de óleo e gás. Uma delas é a Frente Parlamentar em Apoio ao Petróleo, Gás e Energia (FREPPEGEN), criada em 2023 e que reúne atualmente cerca de 270 deputados de 18 partidos. General da reserva, Pazuello foi ministro da Saúde de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19, entre 2020 e 2021. Na época, o militar havia admitido não ter afinidade com a pasta e ter conhecimento sobre o assunto no nível de um leigo. Pazuello era secretário-executivo do ministério, assumindo-o após a saída de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

A escolha para a presidência da Petrobras parte do Ministério de Minas e Energia (MME), que envia ofício à estatal formalizando a indicação. O nome precisará passar por avaliações das instâncias internas de governança da companhia.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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