As medidas provisórias que protegem empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos foram prorrogadas por mais 60 dias. Nesse prazo, deputados e senadores deverão analisar as propostas.
As medidas permitem adiar, em alguns casos, o pagamento de tributos sobre exportações afetadas pelas tarifas americanas. Também destinam 7 bilhões de reais ao financiamento de empresas exportadoras de bens e serviços e de seus fornecedores, por meio do Plano Brasil Soberano.
Segundo o governo, as iniciativas ajudam a reduzir os prejuízos causados pelas tarifas e as incertezas econômicas internacionais, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.
O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Carlos Pio, considera positiva a adoção das medidas, mas avalia que o Brasil precisa avançar também em outras frentes, como ampliar os investimentos e abrir mercados em outros países.
“Esse é um momento de emergência. A gente precisa aumentar a produtividade da economia como um todo. Então, como política de longo prazo, a gente precisa redirecionar as nossas preocupações para a formação de capital humano. É reforçar as qualificações dos trabalhadores. E ampliar o comércio com os outros parceiros de qualquer lugar do planeta, em qualquer setor. Para isso, a gente precisa ter mais e mais acordos comerciais.”
Outra medida provisória prorrogada foi a que destina cerca de 3 bilhões de reais para auxiliar o setor de produção e importação de combustíveis. O objetivo é suavizar os impactos econômicos causados por tensões internacionais que afetam o mercado de energia. Com isso, o governo espera que os preços dos combustíveis fiquem estáveis e não aconteça desabastecimento.
As MPs devem ser analisadas até dezembro, quando perdem a validade se não forem confirmadas pelos deputados e senadores. Da Rádio Senado, Hermann Kulitz.