As incertezas em relação às últimas discussões entre Estados Unidos e Irã, assim como a indefinição do conflito Rússia e Ucrânia estão mantendo o preço do petróleo em alta no mercado internacional, o que se reflete nos preços dos derivados da commodity. No Brasil, a gasolina continua mais cara do que no exterior, e o diesel permanece abaixo do preço de paridade de importação (PPI), para alívio dos caminhoneiros.
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em relatório elaborado em parceria com a StoneX, o diesel está há 35 dias com as janelas fechadas para importação e a gasolina há cinco dias.
Nas refinarias da Petrobras, a gasolina opera 1% acima do mercado internacional, uma diferença de R$ 0,03 por litro. Já o diesel está 4% mais barato do que no exterior, o que poderia reverter em alta de R$ 0,13 o litro para atingir o PPI, política abandonada pela estatal em maio de 2023.
Em 27 de janeiro, a estatal reduziu a gasolina em R$ 0,14 o litro, após quase 300 dias sem alterar o preço do produto. No caso do diesel, a estatal não altera o valor do combustível há 288 dias,desde maio do ano passado.
Já a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe,na Bahia, com cerca de 14% do mercado de combustíveis no Brasil, a gasolina está 6% acima do PPI e o diesel 3% abaixo. A empresa aumentou o preço da gasolina em R$ 0,10 o litro na última quarta-feira, 10.
Na manhã desta quarta-feira, o petróleo tipo Brent operava em alta de quase 2%, encostando no patamar de US$ 70 o barril, enquanto o dólar recuava levemente frente ao real.
