A ANP vem monitorando o cenário de abastecimento de combustíveis no país desde que o início dos ataques dos EUA ao Irã. Por ora, não há indícios de problemas
Mas há sinais de alerta. Por isso, a diretoria da ANP decidiu há pouco determinar à Petrobras que oferte imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e de gasolina desta semana que foram cancelados.
Mais: manda que a estatal apresente informações discriminadas quanto à importações previstas, preços de compra e venda, produtos a serem ofertados, datas de chegada dos navios, nome dos navios. O objetivo é aumentar a previsibilidade do setor
A Petrobras havia cortado o volume de entrega de combustíveis às distribuidoras neste mês. A estatal também cancelou os leilões de diesel e gasolina que deveriam ocorrer na segunda-feira e terça-feira. A empresa diz que o fez para avaliar os estoques disponíveis. Magda Chambriard disse ontem:
— No início do ano, as distribuidoras não queriam comprar toda gasolina da Petrobras porque tinham uma encomenda menor do que imaginaram inicialmente e porque estavam preferindo importar. Quando a Petrobras fez o planejamento em janeiro até abril, estávamos naquele cenário, com distribuidores preferindo importar. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o cenário se alterou.
Na reunião de hoje, a ANP também determinou que produtores e importadores de derivados passem a enviar diariamente à agência dados e informações sobre estoques e movimentações de gasolina e óleo diesel. As grande do setor — Petrobras, Refinaria de Manaus, Refinaria de Mataripe; Vibra (BR), Ipiranga, Raízen (Shell) — estão incluídas neste pacote.
Determinou ainda a flexibilização de uma resolução da agência que regulamenta a manutenção de estoques mínimos de diesel e gasolina para garantir a segurança do abastecimento no Brasil. O objetivo é a aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado.