Mais de um ano depois da deflagração da Operação Carbono Oculto, postos ligados aos alvos da investigação continuam funcionando mesmo sem estar regularizados. O Metrópoles visitou 25 estabelecimentos e constatou que 14 seguem operando de forma irregular: constam como desativados na Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas estão de portas abertas.
Em um deles, na zona sul de São Paulo, a equipe abasteceu o tanque duas vezes. Nas duas ocasiões, funcionários avisaram que só aceitavam dinheiro. “Dinheirinho? A maquininha está sem sistema”, disse uma frentista. No sistema da ANP, o posto aparece como bandeira branca e com a autorização de funcionamento revogada desde março de 2025. Quem para para abastecer, no entanto, não desconfia de nada.