O posto é o elo mais frágil da cadeia e serve palco para maior visibilidade política de Procons municipais
O Minaspetro tem observado que órgãos reguladores e a sociedade tem questionado sobre a alta dos combustíveis na bomba, ressaltando que a Petrobras não realizou reajuste no preço, principalmente no diesel. No entanto, é preciso ficar claro para a população que a estatal, mesmo não realizando reajuste formal, leiloou, na última quarta-feira (11), diesel a R$ 1,80 o litro acima da tabela. Este movimento faz com que os repassem sejam cascateados das distribuidoras até os postos. É muito importante salientar que os postos não compram das da estatal, mas sim das distribuidoras.
Nas últimas semanas, o Minaspetro vinha alertando sobre restrições impostas por companhias na venda de combustíveis, especialmente para postos de Marca Própria. Nos últimos dias a situação se agravou, com escassez ainda maior do produto, preços que inviabilizam o carregamento por parte do posto e relatos de estoques completamente zerados.
É preciso deixar claro que o mercado é livre do refino aos postos, no entanto, o que está sendo observado nos últimos dias é oportunismo comercial por parte da cadeia produtora, se aproveitando de um momento de crise para recompor margens. O posto é o elo mais frágil da cadeia e o que os órgãos reguladores, especialmente os Procons municipais, se utilizam como palco para maior visibilidade política. O Minaspetro informa que os postos não irão aceitar a culpa pela instabilidade geopolítica e irá acionar os órgãos reguladores para uma fiscalização mais eficiente e justa.
