Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A defasagem da gasolina vendida em algumas refinarias da Petrobras disparou para mais de 70% no fechamento de segunda-feira, 27, quando o petróleo tipo Brent ultrapassou os US$ 101 o barril. Na média, a gasolina da estatal está 68% abaixo do preço no mercado internacional, abrindo espaço para um aumento de R$ 1,70 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
A defasagem da gasolina vendida em algumas refinarias da Petrobras disparou para mais de 70% no fechamento de segunda-feira, 27, quando o petróleo tipo Brent ultrapassou os US$ 101 o barril. Na média, a gasolina da estatal está 68% abaixo do preço no mercado internacional, abrindo espaço para um aumento de R$ 1,70 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
A Petrobras não mexe no preço da gasolina desde 27 de janeiro deste ano, quando reduziu em média o preço do litro nas refinarias em R$ 0,14 o litro. Segundo a Abicom, a janela de importação está fechada há 62 dias.
O Brasil importa menos de 10% da gasolina que consome e a estatal tem aumentado o fator de utilização (Fut) das suas refinarias e adiado manutenções para garantir o abastecimento do mercado.
Na Bahia, a Refinaria de Mataripe também opera com preços mais baixos do que no exterior no caso da gasolina, mas com defasagem de 9% em relação ao mercado internacional. A unidade é responsável por 14% do refino no País e está na mira da Petrobras para uma possível recompra, após ter sido privatizada no governo de Jair Bolsonaro.
Diesel
O diesel também segue com o preço defasado no Brasil, da ordem de 39% na média e em 49%, levando em conta apenas as refinarias da Petrobras. A estatal poderia elevar o combustível em R$ 1,76 o litro para atingir a paridade de importação (PPI). Em Mataripe, o diesel está sendo negociado 9% acima do preço externo.
As defasagens calculadas pela Abicom não consideram os valores do diesel russo, que pode chegar aos portos brasileiros com descontos variáveis.
