Degradação da bateria dos carros elétricos é mais lenta do que se pensava

16/01/2026

Fonte: canaltech

Já se perguntou como as baterias dos carros elétricos se degradam ao longo do tempo? Para descobrir, a Geotab coletou dados de mais de 10 mil carros elétricos e examinou as informações de telemetria. O resultado? A degradação das baterias ocorre, sim, mas bem mais devagar do que o previsto pelo mercado. 

Os dados obtidos pela empresa em 2019 indicavam uma degradação média de 2,3% ao ano. Isso mudou: a análise conduzida com base nos dados de 2024 mostrou que, agora, as baterias sofrem degradação de 1,8% anualmente, ou seja, houve avanços importantes na tecnologia dos componentes e, claro, da durabilidade deles. 

Na prática, isso mostra que as baterias dos carros elétricos podem durar 20 anos ou mais — contanto, claro, que a taxa reduzida de degradação continue. Mesmo assim, a perspectiva é animadora para as metas de redução das emissões de dióxido de carbono.

Bateria dos carros elétricos 

Se você estiver se perguntando se há alguma diferença na vida útil da bateria com base na montadora, modelo e ano do carro, a resposta é um sonoro “sim”, explicado por fatores como química da bateria e sistema de gerenciamento térmico

De acordo com a empresa, o Tesla Model S 2015 (que usa resfriamento líquido) tem taxa de degradação média de 2,3%; enquanto isso, o Nissan Leaf 2015 e seu resfriamento a ar alcançam taxa de degradação de 4,2%. Portanto, os sistemas mais robustos de gerenciamento térmico são capazes de estender a vida útil da bateria

Mesmo assim, os resultados mostram que a perda de autonomia acontece gradualmente, mas mesmo assim os carros elétricos mantêm grande parte da capacidade energética. Claro, todas as baterias se degradam com o tempo, mas fatores como temperaturas extremas, bem como os ciclos de carga e descarga, contribuem para a perda de eficiência.

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