O preço do etanol hidratado caiu para R$ 4,26 por litro na segunda semana de junho, atingindo o menor valor de 2026 e repetindo patamar próximo ao observado em julho de 2025. Os dados são do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fipe.
O movimento interessa diretamente ao motorista brasileiro, sobretudo em estados onde o etanol já volta a ser vantajoso frente à gasolina. Com a diferença de preços mais favorável, cresce a competitividade do biocombustível no uso cotidiano, especialmente para veículos flex.
Preço do etanol acompanha avanço da safra
A queda reflete o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, principal região produtora do país. Com maior oferta, o mercado volta a níveis vistos há cerca de um ano, após períodos em que o litro superou R$ 4,80 ao longo de 2025.
O recuo tem sido gradual nas últimas semanas e acompanha o aumento da produção nas usinas. Esse cenário tende a manter os preços pressionados para baixo ao menos durante o pico da colheita.
Gasolina e diesel mostram estabilidade
Enquanto o etanol recua, a gasolina e o diesel S-10 apresentam comportamento mais estável. Na média nacional, a gasolina teve leve queda de R$ 0,01 por litro, indicando acomodação após oscilações registradas no primeiro semestre.
O diesel S-10 também seguiu essa tendência, com redução média de R$ 0,04 por litro. Ainda assim, houve variações relevantes em estados específicos, mostrando que o cenário regional segue heterogêneo.
Variação de preços nos estados
Entre os estados, os movimentos foram desiguais. Na gasolina, o Piauí registrou a maior alta semanal, com aumento de R$ 0,16 por litro, seguido por Maranhão e Paraíba. Já as maiores quedas ocorreram no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte.
No etanol, o Piauí também liderou as altas, enquanto Tocantins, Pernambuco e Mato Grosso puxaram as quedas mais expressivas. Esses recuos em estados relevantes reforçam a tendência nacional de redução.
No diesel S-10, o Acre teve a maior alta, com avanço de R$ 0,59 por litro. Por outro lado, Amapá, Roraima e Santa Catarina registraram as quedas mais intensas.
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