O preço dos combustíveis manteve a trajetória de alívio nas bombas e fechou agosto com a terceira retração mensal consecutiva em todo o país. O relatório mensal elaborado pela ValeCard consolidou transações em mais de 25 mil postos credenciados de 1º a 26 de agosto. O etanol hidratado liderou a sequência de baixas com decréscimo de 2,06% na comparação com julho.
A gasolina comum teve recuo médio de 0,68% no período, enquanto o diesel S-10 apresentou retração de 0,51%. Na soma acumulada desde maio de 2026, a cotação do biocombustível já encolheu 7,45%, patamar muito superior às quedas de 1,21% da gasolina e de 1,97% do diesel.
| Combustível | Julho | Agosto | Variação |
|---|---|---|---|
| Gasolina comum | R$ 6,821 | R$ 6,774 | -0,68% |
| Etanol comum | R$ 4,365 | R$ 4,275 | -2,06% |
| Diesel S-10 | R$ 7,196 | R$ 7,159 | -0,51% |
De acordo com Marcelo Braga, diretor de mobilidade e operações da ValeCard, o ritmo da safra sucroenergética favorece a oferta do biocombustível e diminui as despesas de abastecimento. No segmento da gasolina, o governo federal prorrogou a subvenção em 26 de agosto de 2026 até o dia 9 de setembro para conter repasses nas refinarias.
Cenário na Grande BH e paridade
Em âmbito regional, a região metropolitana de Belo Horizonte apresenta valores médios abaixo da referência nacional. Dados apurados pelo site Mercado Mineiro indicam o litro do etanol comum cotado a R$ 3,87 na Grande BH.
Na mesma praça, a gasolina comum registra preço médio de R$ 6,05 por litro. A relação de preços no mercado mineiro atinge a marca de 63,96%, posicionando o etanol com ampla vantagem financeira frente ao derivado de petróleo no critério padrão de eficiência energética de até 70%.
Etanol amplia vantagem em 17 estados
A retração do etanol alcançou 25 unidades federativas em agosto, com variações positivas restritas ao Distrito Federal e a Sergipe. Ao todo, 20 estados mantêm sequência ininterrupta de desvalorização há três meses.
As maiores quedas percentuais no país foram observadas nas seguintes regiões:
- Rio Grande do Sul: recuo de 5,55%
- Roraima: baixa de 4,90%
- Bahia: queda de 4,40%
- Rondônia: redução de 4,17%
- Acre: corte de 3,68%
- Amazonas: retração de 3,52%
São Paulo sustentou o menor valor médio do país para o biocombustível, negociado a R$ 3,865, enquanto Sergipe apontou a cotação mais alta, atingindo R$ 5,537 por litro. O etanol tornou-se vantajoso em 17 estados em agosto, com índices expressivos em Roraima (54%), Mato Grosso (56%), Amapá (59%) e São Paulo (59%).
Gasolina recua em 19 estados
A gasolina comum registrou queda em 19 estados no fechamento de agosto. Dez unidades da federação acumulam recuos consecutivos desde junho: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
A Bahia apresentou a retração mais acentuada do mês (-1,83%), com média de R$ 7,039 por litro e baixa acumulada de 3,89% desde maio. O Rio Grande do Norte registrou recuo de 1,75%, seguido por Rio Grande do Sul (-1,29%), Goiás (-1,26%) e Pernambuco (-1,24%). Na contramão, o Distrito Federal apontou alta de 4,04%, seguido por Amapá (+1,94%) e Amazonas (+1,64%).
O menor preço médio da gasolina no Brasil foi registrado no Rio Grande do Sul, tabelado em R$ 6,337, enquanto Roraima registrou a média mais elevada, chegando a R$ 8,168 por litro.