Por conta da guerra no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz por parte do governo iraniano, o mundo se pergunta qual será a proporção na alta do preço dos combustíveis e se há risco de desabastecimento. Por conta desse cenário de incertezas, o Ministério de Minas e Energia (MME) emitiu nota nesta terça-feira (10/3) em que afirma ter intensificado o monitoramento do mercado global de petróleo e da logística nacional do abastecimento de combustíveis. Os valores cobrados nos postos também serão monitorados.
A pasta disse que também ampliou as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país. A pasta iniciou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis para garantir a segurança energética do país.
Em alguns pontos do país, já há problemas na distribuição de combustíveis. Em Minas Gerais, o sindicato que representa os donos de postos de combustíveis afirmou que a Vibra, maior distribuidora do país, está restringindo os produtos somente à rede Petrobras – deixando os postos de Bandeira Branca com maior dificuldade para conseguir comprar diesel, gasolina e etanol.
“Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena”, afirmou o MME por meio de nota.
Cade também foi acionado
Além do MME, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), se movimentou para impedir um aumento de preços nas bombas. O órgão enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.
