📸 FOTO: Pedro Ladeira/Folhapress
Ministros do governo Lula detalham ações em relação ao preço dos combustíveis, que sofrem aumento causado pela guerra entre EUA e Irã, no Oriente Médio. Os ministros Dario Durigan e Alexandre Silveira na foto. – Pedro Ladeira/Folhapress
- Opções ainda não estão na mesa, mas integrantes do governo não ignoram possibilidade de renúncia fiscal
- Planalto acompanha de perto desdobramentos da guerra, e diretriz do presidente é evitar impacto no bolso do brasileiro
Após anunciar medidas para frear a alta dos combustíveis ao custo de R$ 30,5 bilhões, integrantes do governo não descartam novas ações, caso a guerra não dê trégua e o preço do barril do petróleo continue subindo.
A diretriz dada pelo presidente Lula aos auxiliares é evitar, a todo custo, que a guerra no Oriente Médio afete diretamente o bolso do brasileiro.
Com o preço do petróleo nas alturas, o governo tem tentado evitar que o aumento seja repassado ao consumidor. Para isso, ampliou a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha.
Além disso, também anunciou medidas ao setor aéreo diante da possibilidade de aumento no preço das passagens.
Integrantes do governo dizem que vão acompanhar de perto os desdobramentos da guerra e a volatilidade do preço do petróleo. Os mais otimistas acreditam que as medidas já anunciadas serão suficientes.
Outros, no entanto, são mais céticos e não descartam voltar à mesa para discutir novas ações. Várias opções podem ser colocadas, inclusive, com renúncia fiscal.
A equipe econômica afirmou que os anúncios feitos nesta segunda (6) não geram déficit fiscal porque são compensados pelo aumento da arrecadação e elevação do imposto sobre o cigarro.
