O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal vai retirar o subsídio de R$ 0,44 da gasolina nos próximos dias. A medida ocorre com o alívio no preço do barril do petróleo, em razão da reabertura do Estreito de Ormuz enquanto Estados Unidos e Irã negociam a paz no Oriente Médio.
Segundo Durigan, todos os subsídios para os combustíveis no país serão retirados nos próximos meses. Nesta semana, o governo federal já cancelou o subsídio que estava aplicado no preço do Diesel, ao mesmo tempo em que a Petrobras anunciou a redução no preço das suas refinarias.
“Da mesma forma que a gente teve prontidão para erguer as proteções para minimizar o impacto da guerra no Oriente Médio, quando essas condições que fizeram colocar as medidas protetivas deixam de existir, quando o preço do petróleo diminui temos que ir revertendo as subvenções”, disse Durigan, em evento do grupo Globo.
O preço do combustível era afetado pela disparada no barril do petróleo, que ultrapassou US$ 125,00 em meio a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, além do bloqueio do Estreito de Ormuz – rota de 20% da produção global da commodity. Com o acordo que interrompeu parte das hostilidades na região, a commodity é negociada a US$ 71.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o preço da gasolina deve acompanhar os demais combustíveis que tiveram queda nos últimos dias. “Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência dos preços internacionais. No caso da gasolina, é a mesma coisa”, informou.
A executiva ressalta que a empresa acompanha o cenário do preço global diariamente, evitando trazer “volatilidade e ansiedade” para o mercado brasileiro. “A gente quer atender à sociedade, quer fornecer produtos que caibam no bolso, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”, declarou.
Em maio, a Petrobras havia reajustado a gasolina em R$ 0,48 por litro, mas aderiu à subvenção do governo federal de R$ 0,44 por litro.