Imposto sobre exportação de petróleo e subsídios ao diesel seguem até o fim do ano

Ministros em reunião com bandeiras do Brasil ao fundo.
06/11/2026

DF. Foto: Ricardo Stuckert

Fonte: Eixos

O governo prorrogou até 31 de dezembro o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, enquanto o Congresso estendeu por mais 60 dias a validade de três medidas provisórias que sustentam subsídios aos combustíveis. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União de sexta-feira (6/11). 

  • ·As prorrogações mantêm em funcionamento, até o fim do ano, a estratégia adotada em meio à crise no mercado internacional de petróleo causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que teve início no final de fevereiro. 

Já é a terceira prorrogação do imposto desde sua criação, em março, quando foi anunciado junto com medidas de subvenção ao diesel. 

  • A taxa é alvo de disputas judiciais: petroleiras internacionais contestam a cobrança na Justiça. Uma liminar de agosto suspendeu sua aplicação para empresas associadas à Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (Abep).
  • Até julho, a cobrança havia arrecadado quase R$ 8 bilhões, segundo a Receita Federal.
  • Relembre: Sob liminar, imposto de exportação do petróleo é prorrogado por 60 dias.

Subvenções. A MP 1.391, prorrogada pelo Congresso, autoriza a subvenção a produtores e importadores de diesel enquanto houver instabilidade na oferta provocada por conflitos geopolíticos. 

  • É a base do auxílio de R$ 2,12 por litro, renovado pelo governo por mais 30 dias no fim de outubro.
  • As outras duas medidas que foram renovadas tratam de créditos extraordinários: a MP 1.389 abre R$ 6,605 bilhões para o Ministério de Minas e Energia; a MP 1.390, R$ 375 milhões para Operações Oficiais de Crédito.
  • As MPs precisam ser votadas pelo Congresso nos próximos 60 dias para virar lei. Caso contrário, perderão a validade.

O custo das medidas. Em setembro, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou em R$ 7 bilhões mensais o impacto das medidas de apoio aos combustíveis, dos quais R$ 5 bilhões seriam destinados ao diesel.

  • Na ocasião, o governo indicou que as despesas seriam cobertas por receitas extraordinárias do petróleo, estimadas em mais de R$ 10 bilhões.

O contexto. A decisão por prorrogar o pacote de medidas para lidar com a crise internacional ocorre num contexto de redução do preço do barril de petróleo, que voltou a ficar abaixo da casa dos US$ 100 esta semana. 

  • O Brent era negociado a US$ 97,6 o barril por volta das 6h de sexta (6) no horário de Brasília, depois de encerrar a quinta-feira (5/11) a US$ 90,52 o barril. 
  • Investidores continuam a ponderar as implicações da vitória do partido democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA e as incertezas para uma negociação na guerra contra o Irã. 

O que vem pela frente. A prorrogação do imposto vale até 31 de dezembro, mas a cobrança segue sujeita à disputa judicial. Já a continuidade dos subsídios depende da aprovação das medidas provisórias. 

  • O governo ganha tempo para manter a política de apoio aos combustíveis, mas ainda terá de enfrentar a discussão sobre seu custo, suas fontes de financiamento e a duração das medidas.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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