Dados disponibilizados pela ANP revelam que 62 postos bandeirados de Minas Gerais adquiriram combustíveis de fornecedores diferentes das marcas exibidas em seus estabelecimentos. A informação consta no novo aplicativo da Agência, lançado em julho, e evidencia uma prática conhecida como “despejo” ou “injeção”.
Entre os casos identificados em Minas, 32 são de postos bandeirados Ale. Diante das informações, o Minaspetro cobra das distribuidoras esclarecimentos sobre as providências adotadas em relação aos estabelecimentos que descumprem as regras de exclusividade.
O presidente do Minaspetro, Fábio Moreira, deu entrevista à imprensa sobre o assunto. VEJA AQUI.
Contradição com o debate da “bomba branca”
O cenário também chama a atenção diante do posicionamento histórico do Instituto Combustível Legal (ICL), formado por grandes empresas do setor de distribuição, contrário à chamada “bomba branca”.
Na avaliação do Minaspetro, os dados da própria ANP indicam que a situação já vem ocorrendo, porém de maneira informal e com certa anuência das companhias, conforme muitos relatos de revendedores.
Minaspetro cobra providências
O Sindicato defende que distribuidoras e órgãos de defesa do consumidor apurem os casos. Para a entidade, não é razoável exigir exclusividade de milhares de revendedores e, ao mesmo tempo, permitir que determinados estabelecimentos adquiram produtos de terceiros sem consequências.
A questão vai além da relação comercial entre postos e distribuidoras. O consumidor tem direito de saber a origem do combustível que está colocando no veículo, principalmente quando escolhe um estabelecimento pela confiança depositada em determinada bandeira.
Caso não haja providências, o Minaspetro avaliará medidas jurídicas e institucionais para discutir o tratamento dado aos postos bandeirados e defender condições comerciais isonômicas no mercado de revenda.