Um posto de gasolina localizado na Avenida Pedro II, no Bairro Carlos Prates, está indo na contramão do aumento de preços em outros estabelecimentos localizados também Região Oeste de Belo Horizonte e registra o menor valor do etanol na capital mineira: R$3,29. A informação foi confirmada pelo Mercado Mineiro.
A alta nos preços foi apurada pela Itatiaia que, segundo um levantamento realizado nesta terça-feira (17), constatou um aumento, sem motivo aparente, em diversos postos localizados nas avenidas Teresa Cristina e Via Expressa. A reportagem verificou que, nos últimos dias, grande parte dos estabelecimentos visitados tinham o preço médio de R$5,56 — valor que sofreu alteração e, nesta semana, passou para R$5,89 nos mesmo locais.
Vale ressaltar que o posto localizado na Avenida Pedro II também está com o preço da gasolina de R$5,89 — igual os outros estabelecimentos —, ao mesmo tempo que registra o menor valor do etanol em toda Belo Horizonte: R$3,29. Em uma unidade visitada pela reportagem, por exemplo, o preço do etanol estava em R$3,79.
Aumento sem motivo aparente
O aumento nos estabelecimos não tem motivo aparente. Ainda conforme a apuração da reportagem, a Petrobrás não anunciou nenhum aumento nos últimos dias. As distribuidoras também mantiveram o preço e o governo não subiu os impostos.
Em nota enviada à Itatiaia, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) destacou que cada posto de combustível é livre para praticar o preço necessário. A instituição afirmou, ainda, citando dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), “Belo Horizonte é a capital da região do Sudeste com a gasolina e o etanol mais baratos”.
Leia a nota na íntegra:
“De acordo com os dados da ANP, que divulga os preços médios das bombas semanalmente, Belo Horizonte é a capital da região do Sudeste com a gasolina e o etanol mais baratos. Já são cinco semanas seguidas com o preço mais atrativo para o consumidor, sendo que a última mensuração aconteceu na semana do dia 07 de junho, com a gasolina em R$ 6,05 e o etanol em R$ 3,95 na capital mineira. Os dados refletem um mercado livre e competitivo, cuja formação de preços é multifatorial e dinâmica. Cada revendedor define seus preços de forma autônoma, a partir de sua própria estrutura de custos, estratégias empresariais e das condições de mercado — o que naturalmente resulta em oscilações para cima e para baixo, independentes de reajustes formais da Petrobras ou de outros elos da cadeia, como é característico de um mercado de preços livres. O Minaspetro, na condição de entidade representativa do setor, reforça que não orienta, interfere ou sugere qualquer conduta comercial aos revendedores”.
