Petróleo fecha em queda com corte de ajuda dos EUA a Israel

Petróleo em baixa com iluminação ao pôr do sol, silhueta de pumpjack.
04/11/2026

Fonte: CNN

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (3), ampliando as perdas da véspera após operar volátil diante de novos bombardeios no Oriente Médio durante a madrugada e sinais de avanços diplomáticos para o fim da guerra.

Notícia sobre corte de ajuda dos EUA a Israel também repercute no mercado. Enquanto isso, o mercado acompanha o último dia das eleições de meio de mandato nos EUA.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,11% (US$ 1,17), a US$ 103,60 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 0,38% (US$ 0,37), a US$ 96,09 o barril, na Nymex.

A commodity avançava durante o começo do dia, com o mercado avaliando os ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz.

Contudo, ainda durante a manhã, os preços inverteram sinal e passaram a cair após o Al-Araby Al-Jadeed publicar que os EUA aprovaram uma minuta de um memorando de entendimento com o Irã.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça que cortará a ajuda de US$ 4 bilhões dada por seu governo para Israel no final do ano, argumentando que o país não precisa mais da assistência e pode comprar suas próprias armas.

No entanto, do lado iraniano, os avanços não foram vistos com tanto otimismo: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a postura do país é de “máxima cautela e total pessimismo” em qualquer negociação diplomática.

Para o XS.com, a reação do petróleo indica que o mercado parece ter “minimizado a importância” dos bombardeios americanos em solo iraniano, “já que eles não pareceram representar uma escalada em um momento em que o mercado já precifica altos riscos de contágio”.

Ainda assim, os especialistas afirmam que não há fundamentos suficientes para justificar o nível de otimismo em relação às negociações, o que pode limitar a sustentabilidade da queda dos preços do petróleo.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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