Postos de combustíveis entram na mira da PF em investigação sobre fraudes no INSS

05/08/2026

O senador Weverton Rocha, do Partido Democrático Trabalhista (PDT): parlamentar é citado em investigação da PF sobre fraude no INSS (Geraldo Magela/Agência Senado)

Fonte: Veja

A Polícia Federal investiga o possível uso de postos de combustíveis em uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada à Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos associativos do INSS. Em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) tornada pública nesta terça-feira, 4, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é apontado como beneficiário do esquema envolvendo os postos.

De acordo com a decisão, os postos Petro São Francisco e Petro São José aparecem como peças relevantes na suposta engrenagem de ocultação patrimonial. A decisão afirma que os estabelecimentos eram administrados por Anna Catarina Viana Rocha, sob orientação do senador, e que suas contas bancárias teriam sido utilizadas para movimentar elevados volumes de recursos de origem suspeita.

Ainda conforme a investigação, as contas recebiam depósitos frequentes em dinheiro vivo e transferências de empresas, entre elas a Qualitech Engenharia, que teria enviado 5 milhões de reais em uma única data. Na sequência, os recursos teriam sido destinados à compra de propriedades rurais, terrenos e maquinários agrícolas, além de repasses às empresas Rocha Holding e DJ Agropecuária.

Mendonça afirma que os investigados teriam atuado, ao menos desde 2023, “para ocultar ou dissimular a origem, a movimentação, a disponibilidade, a propriedade e a titularidade real de bens, direitos e valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais antecedentes”. A decisão do ministro acrescenta que a suposta estrutura recorria ao uso de “empresas interpostas, contas pessoais e familiares, postos de combustíveis, sociedades patrimoniais, contratos, registros contábeis, numerários em espécie e ativos formalmente desvinculados de seu possível beneficiário econômico”.

Weverton Rocha se pronuncia

O senador Weverton Rocha afirma ser alvo de perseguição política no âmbito da Operação Sem Desconto e defende sua inocência. O parlamentar ressaltou em nota que não foi alvo de mandado de busca e apreensão da PF nesta terça-feira.

Veja a nota divulgada pelo parlamentar nesta terça:

Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques. Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal. Quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Manter-me-ei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam. A PF afirma que o senador Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, participava de um esquema de lavagem de dinheiro com a ajuda do advogado Willer Tomaz. Tomaz foi alvo de busca e apreensão em nova fase da Operação Sem Desconto, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. Weverton já era alvo da apuração, focada em um esquema de descontos irregulares em benefícios no INSS.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

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