Presidente eleito do Minaspetro explica os impactos da crise no Oriente Médio

12/03/2026

Fonte: O tempo

Postos de Minas Gerais já reclamam da alta de preço dos combustíveis no atacado. A atual crise do petróleo, provocada pelo conflito no Oriente Médio, tem afetado o setor, embora a Petrobras não reconheça problemas de abastecimento no país. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro) informou que detecta, sim, impactos na oferta e preços elevados praticados por distribuidoras.

Fábio Moreira, presidente do Minaspetro, disse que o problema com os combustíveis é pontual, mas não deixa de ser preocupante. “A gente tem que alertar que não teremos o desabastecimento completo, assim como foi na greve dos caminhoneiros. Esse é o primeiro ponto. O conflito no Oriente Médio gerou um problema logístico global. E aí vêm vários gargalos. O Brasil não é autossuficiente no refino. Então, 30% do diesel vêm de fora (são importados). E 10% da gasolina são importados também. Ou seja, se os produtos não chegarem, eles naturalmente vão faltar”, explica.

Seguem abaixo análises e esclarecimentos de Fábio Moreira sobre a atual situação de preços e abastecimento de combustíveis:

Entressafra da cana e oferta de etanol

“Além disso que mencionei, há ainda uma falta de etanol anidro, que é aquele adicionado a 30% na gasolina. E o etanol hidratado, que é aquele vendido na bomba. Estamos na entressafra da cana-de-açúcar, que dura de dezembro a abril e influencia na oferta. Para completar, tivemos muitas chuvas nesse período, de janeiro e dezembro, o que atrapalhou a produção do etanol. Ou seja, estamos em uma tempestade perfeita, infelizmente”.

Problema na cadeia produtiva e nos preços nas distribuidoras

“E outro ponto que o Minaspetro alerta, e que é importante falarmos, é que o mercado é livre. Todos os elos da cadeia são. Mas estamos vendo algo que nunca vimos anteriormente: os donos de postos, nas suas cotações diárias, não estão conseguindo viabilizar a chegada de produtos nos seus postos. Seja pela falta (de combustíveis) ou pelo preço absurdo que está sendo cobrado, muitas vezes maior que o preço praticado na bomba. Nesse momento, o que não adianta é culpar o dono do posto pelos altos preços que estamos vendo nas bombas. Estamos sendo prejudicados tão ou mais que o consumidor na ponta”.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.
Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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