Apesar do reajuste de preços da Petrobrás, os preços do etanol continuam altos em todo país. Em entrevista ao CNN Agro News, o professor da USP Pedro Cortes explicou que a pressão nos preços é resultado de uma série de fatores, incluindo a baixa disponibilidade, e apresentou pessimismo para o futuro.
“As expectativas não são as melhores, há uma projeção que isso se mantenha ao longo do ano”, afirmou.
Segundo o professor, muitos produtores de cana-de-açúcar estão optando pela comercialização de açúcar no lugar do etanol. Outros fatores que pressionam o preço são as condições climáticas e parte do etanol destinada para compor o volume da gasolina, que hoje representa 27% do combustível.
O especialista destacou que a queda nos repasses da Petrobrás não se refletiu em menores preços na hora da compra. Segundo ele, os distribuidores e postos aproveitaram o reajuste nos preços para ampliar a lucratividade.
“Eles estavam reajustando as margens de ganho na gasolina e o etanol seguiu o fluxo”, explicou.
