A Raízen deverá apresentar até a próxima quarta-feira, dia 13, uma nova proposta aos credores, na tentativa de costurar um acordo para sua reestruturação financeira. A negociação envolve uma dívida de aproximadamente R$ 65 bilhões e tem como eixo uma combinação de conversão de dívida em ações, alongamento de passivos e entrada de capital novo. Um dos pontos já bem amarrados é a garantia de liberação de R$ 2,5 bilhões adicionais pelos bondholders, como parte de um pacote mais amplo para dar fôlego de caixa à companhia. A conversão de debt em equity, envolvendo o equivalente a 45% do passivo. também é um ponto praticamente pacificado. A proposta busca aproximar as posições de bancos, detentores de títulos externos, Shell e Cosan, sócias controladoras da companhia. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas ainda uma ponta solta: a exigência dos credores, notadamente dos bondholders, pela saída de Rubens Ometto da presidência do Conselho de Administração. A Raízen e o próprio Ometto vêm tentando neutralizar essa ofensiva buscando o apoio de credores “domésticos”, leia-se os grandes bancos. Também não vêm encontrando muito eco entre as instituições financeiras.
