Minas Gerais registrou 5.013 postos de combustíveis em funcionamento em fevereiro deste ano, segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro). Esse número representa 83 unidades a mais (um aumento de 1,68%) na comparação com o mesmo mês de 2025, quando foram registrados 4.930 postos.
A última edição do Ranking de Bandeiras mostra que o crescimento foi mais tímido na comparação com janeiro, quando foram identificadas 5.012 operações. O estudo aponta que o cenário é de avanço do mercado, mas com clara redistribuição de participação e fortalecimento da independência em Minas.
O presidente do Minaspetro, Rafael Macedo, ressalta que o Estado está acompanhando uma tendência natural no mercado de postos de combustíveis. Ele destaca que o segmento é o mais competitivo de toda a cadeia, principalmente em Minas Gerais, apresentando um desempenho diferente do observado nas distribuidoras, por exemplo.
De acordo com Macedo, existem muitos empresários ingressando neste mercado. O dirigente destaca que a perspectiva para os próximos meses é de consolidação, com ritmo de crescimento controlado. Além disso, ele ainda relata uma escassez nas opções de terrenos para novas unidades.
“Nós temos visto os postos perderem espaço para prédios ou para outros empreendimentos imobiliários, mas nós também vemos esse número de operações crescer futuramente, de forma natural”, acrescenta.
Entre os principais desafios enfrentados pelos empresários do setor para ampliar o negócio, o dirigente destaca o orçamento limitado. Ele relata que os donos de postos de combustíveis enfrentam a necessidade de viabilizar a operação, dependendo do lucro mensal da unidade para seguir funcionando, algo diferente do observado nas grandes empresas.
“O mercado tende a essa liquidez natural que envolve o número de postos, volume abastecido, número de carros atendidos e disponibilidade de imóveis. Eu acredito que esses são os principais componentes para essa tendência de manutenção no número de unidades, sem muito crescimento”, avalia.
Crescimento dos postos de combustíveis marca própria
O grupo dos postos de combustíveis com marca própria segue liderando a lista, com 2.461 unidades, o que representa 48,8% de market share (quota de mercado). Eles foram os principais responsáveis pelo avanço no Estado, com alta de 4,86% (114 operações) frente a fevereiro do ano passado (2.347) e aumento de cinco postos na comparação com o mês anterior (2.456).
O presidente do Minaspetro explica que esse domínio também é uma tendência do mercado, podendo ser ainda maior em outros estados brasileiros, como a Bahia. Segundo ele, esse avanço demonstra como o mercado tem ficado cada vez mais livre nos últimos anos.
O dirigente lembra que, antigamente, os empresários tinham optado cada vez mais por modelos que não os prendessem a um contrato com uma determinada companhia petrolífera e distribuidora. “Hoje em dia, ele consegue lançar uma marca própria no posto e não perder clientes. Na verdade, ele ganha competitividade e independência”, afirma.
Macedo destaca que, desde o início do levantamento, há oito anos, é possível notar esse movimento de migração para o modelo de marca própria, com um crescimento de aproximadamente 600 postos ao longo desse período. Isso demonstra um aumento na confiança do empresário para lançar sua própria marca sem o risco de perder participação no mercado.
Entre os principais desafios enfrentados pelos empresários do setor para ampliar o negócio, Macedo destaca o orçamento limitado. Ele relata que os donos de postos de combustíveis enfrentam a necessidade de viabilizar a operação, dependendo do lucro mensal da unidade para seguir funcionando, algo diferente do observado nas grandes empresas.
“O mercado tende a essa liquidez natural que envolve o número de postos, volume abastecido, número de carros atendidos e disponibilidade de imóveis. Eu acredito que esses são os principais componentes para essa tendência de manutenção no número de unidades, sem muito crescimento”, avalia.
Desempenho das grandes marcas no mercado mineiro
Entre as grandes marcas, o destaque foi a Vibra, com 790 operações e 15,7% de participação no mercado mineiro. No entanto, a empresa apresentou retração no estudo, já que havia registrado 802 unidades em fevereiro do ano anterior e 792 no primeiro mês deste ano.
Em seguida, aparece a Raízen, com 661 postos de combustíveis em fevereiro deste ano e 13,1% do total no mercado local. A bandeira vem apresentando bom ritmo de crescimento. Para se ter uma ideia, foram registradas 650 operações em fevereiro de 2025 e 658 em janeiro deste ano. Outro destaque é a Ipiranga, que, um ano atrás, possuía 540 unidades, saltando para 548 no início de 2026 e fechando o último mês com 545 postos e 10,8% de market share.
Já a marca Ale reúne 358 estabelecimentos desse tipo no Estado e participação de 7,1% no mercado. Ela apresentou retração entre as grandes bandeiras, com recuo de 28 operações frente ao segundo mês do ano passado (386) e de uma unidade na comparação com janeiro de 2026 (359).
O diretor comercial da Ale Combustíveis, Renato Rocha, destaca a origem mineira da marca e o fato de o Estado ser o mais representativo do País para a companhia, com um bom relacionamento com os revendedores mineiros. No ano passado, a empresa inaugurou postos em 22 cidades de Minas.
“A dinâmica da nossa rede acompanha uma estratégia de expansão estruturada que gera valor sustentável para toda a rede. Eventuais ajustes no número de postos fazem parte de um movimento natural de qualificação da rede, com o objetivo de priorizar eficiência e alinhamento à nossa proposta de valor”, ressalta.
Ele ainda esclarece que o foco da marca não está apenas na ampliação da quantidade de postos, mas também no fortalecimento de uma rede sustentável, competitiva e preparada para crescer de forma consistente no longo prazo, com foco na experiência do consumidor final.
A lista das grandes empresas do setor inclui ainda a Petronas, antiga Total, que reduziu sua base em Minas de 101 unidades, em fevereiro de 2025, para 83 postos de combustíveis no mês passado, queda de 18 unidades. Na comparação mensal, a redução foi de quatro operações, com 87 estabelecimentos registrados no primeiro mês do ano.
O levantamento do Minaspetro mostra que o grupo formado pelas demais bandeiras que atuam no mercado mineiro somou 115 postos, número acima do observado no mesmo mês do ano anterior (104) e do registrado em janeiro (112).
Bandeiras com mais postos de combustíveis em Minas Gerais:
- Vibra (790 unidades)
- Raízen (661 unidades)
- Ipiranga (545 unidades)
- Ale (358 unidades)
- Petronas (83 unidades)
Importância do mercado mineiro para a Ale Combustíveis
Rocha afirma que o mercado mineiro é um pilar estratégico para a Ale tanto pela representatividade da rede de postos quanto pela força logística da companhia no Estado. “Nosso objetivo é seguir investindo para ampliar nossa presença, estreitar relacionamento com os revendedores e oferecer soluções cada vez mais eficientes para o mercado”, acrescenta.
O diretor comercial destaca que, mesmo com uma reconfiguração pontual da rede, a marca registrou crescimento de 6% em 2025 no volume da rede frente ao ano anterior e um avanço de 8% em market share em Minas no período analisado. Segundo ele, esses resultados demonstram a evolução da companhia quanto à produtividade e qualidade.
Quanto aos planos da Ale para 2026 em Minas Gerais, Rocha destaca que a prioridade é seguir ampliando a presença na região, estreitar relacionamento com os revendedores e oferecer soluções cada vez mais eficientes para o mercado local. Essa estratégia está baseada em uma estrutura logística com cinco bases ativas no Estado (Betim, Governador Valadares, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia).
“Seguimos comprometidos com uma estratégia baseada em excelência operacional, evolução da experiência do cliente e expansão com produtividade, sempre pautados pela integridade e pela segurança. Essa diretriz orienta nossas decisões e garante crescimento consistente no Estado”, conclui.