Foto; poder360
O presidente do Conselho do Instituto Combustível Legal e vice-presidente Jurídico e de Relações Institucionais da Ipiranga, Guido Silveira Filho, disse que o recolhimento de tributos do etanol é um dos principais problemas para o setor de combustíveis, em relação às fraudes.
As declarações foram dadas ao editor sênior do Poder360, Paulo Silva Pinto, durante o seminário “Combustível para um Brasil legal: prevenção e aprimoramento do combate às fraudes e ao crime organizado” na 4ª feira (12.ago.2026), em Brasília (DF).
Apesar de reconhecer o avanço obtido com apoio das autoridades no combate à sonegação criminosa na área, Silveira pontuou que a tributação desse produto permite práticas irregulares na comercialização.
“O etanol vai ser monofásico no final da reforma tributária, mas isso ainda vai demorar um tempo. O que nós falamos aqui é o seguinte: precisamos adiantar isso. Adiantar por quê? Para reduzir a irregularidade, melhorar a arrecadação e proteger o consumidor. Porque, no final das contas, é o consumidor que paga mais”, afirmou.
Silveira disse esperar que o projeto de lei em tramitação na Câmara seja aprovado ainda este ano. “Seria super positivo. […] A reforma tributária só se completa em 2033, então, se a gente conseguir adiantar e começar a partir de 2027 já ter a monofasia para o etanol, seria um ganho gigantesco”, afirmou.
“Sempre que a gente busca legalidade para algum setor, isso influencia de forma grande no mercado”, acrescentou.
COMBUSTÍVEL PARA UM BRASIL LEGAL
O seminário “Combustível para um Brasil legal: prevenção e aprimoramento do combate às fraudes e ao crime organizado” foi realizado nesta 4ª feira (12.ago.2026), em Brasília (DF), pelo Instituto Combustível Legal com o apoio do Poder360.