Em crise financeira, a Raízen perdeu em 2025 mais de 200 postos de combustíveis parceiros. Foi o primeiro ano de encolhimento da rede desde 2020, interrompendo um período de expansão que a levou a ter mais de 7. 000 postos com a bandeira Shell, uma de suas sócias. A empresa não relaciona a per da à crise que culminou no pedido de recuperação extrajudicial, protocolado na terça-feira (10) e aceito pela Justiça na sex ta-feira (13). Mas relatos de executivos do setor apontam que a situação tem gerado preocupação entre os revendedores associados à companhia.
Entre seus concorrentes diretos, a Ipiranga também per deu postos, mas em proporção menor: foram 55 de um total de 5. 860. A Vibra (ex-BR Distribuidora), por sua vez, bateu recor de anual de crescimento, como 404 novos postos filiados.
Procurada pela Folha, a Raízen não quis comentar o assunto. Fonte da empresa diz que há um movimento natural de depuração da rede, com rompimentos com revendedores que descumprem obrigações contratuais.
Um grande revendedor parceiro, porém, diz que há um clima de apreensão com relação a como ficará o relacionamento comercial enquanto a situação financeira não for resolvida.
A empresa enfrenta uma crise de liquidez provocada pela redução da geração de caixa em um período de elevados serviços da dívida. Na terça-feira, pediu recuperação extrajudicial para suspender o pagamento a credores enquanto tenta renegociar a dívida.
Além de conceder prazos para pagamento de produtos, distribuidoras de combustíveis atraem revendedores com financiamentos para obras de modernização ou troca de equipamentos. Há temores de que os dois benefícios sejam reduzidos em meio à crise. Nicola Pamplona
Empresa diz que recuperação não afeta atividades operacionais Relações com fornecedores, clientes e revendedores seguem ‘integralmente preservadas”, afirmou a Raízen, joint venture de Cosan e Shell.
