Fábio Moreira, presidente do Minaspetro
O Minaspetro representa um importante segmento do setor produtivo e tem o dever – e o direito – de dar alguns pitacos nas eleições e candidatos concorrendo ao pleito. Sendo direto: precisamos falar de João Pires. Não conhece? Possivelmente porque você não está ligado no mercado de combustíveis nos últimos tempos. É raro alguém que está próximo ao setor não o ter visto nas redes sociais, em geral com o balde aferidor em mãos e arrumando alguma treta com o gerente do posto.
Com autoridade conferida pelo crachá de fiscal do Procon da cidade do Rio de Janeiro, João é firme e midiático. Dá transparência às ações fiscalizatórias e, quando um posto é flagrado praticando bomba baixa, não hesita em expor o estabelecimento nas redes sociais, nas quais reúne 1,3 milhão de seguidores no Instagram.
O servidor público tem feitos impressionantes. As informações que chegam dos cariocas é que ele ajudou a sanear parte do mercado e que os golpes volumétricos diminuíram consideravelmente. Os criminosos passaram a temer a exposição nas redes sociais. Ou seja: a estratégia de dar ampla visibilidade às fiscalizações funcionou.
Percebemos o potencial do modelo adotado no Rio e entendemos que ele também poderia ser utilizado em terras mineiras como uma ferramenta para expurgar os criminosos do mercado. Começamos, então, a saga para encontrar o “nosso João Pires”. A ideia é a mesma: encontrar uma pessoa com boa presença diante das câmeras, potencializada pelas redes sociais do Minaspetro, com espírito público, honestidade e, sobretudo, o devido crachá. Isto é, um agente público formalmente investido do poder de fiscalização e com o conhecimento técnico necessário para participar das ações.
Fomos a todos os órgãos públicos, podem acreditar. Esbarramos em procedimentos morosos, burocracia, desinteresse político e falta de conhecimento técnico. O fato é que não encontramos um João Pires mineiro. Mas saibam: a vaga está aberta!
Está claro que sua forma de trabalhar ajudou a combater o crime organizado de maneira eficiente, protegeu consumidores e empresários sérios e fortaleceu o mercado de combustíveis fluminense. Atualmente, existem indícios claros que a bandidagem migrou seu foco para a bomba baixa. Isso significa que temos muito trabalho pela frente.
E aí, quer se candidatar a vaga?