Bombas autônomas: Brasil está preparado?

Algo que aparece em muitos filmes estrangeiros, e que nem sempre é notado, são as bombas autônomas de combustível, isto é, aquelas por meio das quais os próprios motoristas reabastecem seus veículos. Essa é uma tendência que nunca chegou propriamente ao Brasil, mas que vem sendo incentivada no Congresso Nacional.

Atualmente, a Lei 9.956 de 2000 prevê que os motoristas não têm permissão para abastecer o próprio veículo. Porém, já existem projetos de lei e MPs que pretendem reverter tal proibição. Esse é um assunto polêmico dentro e fora do Congresso, e que nos leva à questão: será que o autoatendimento funcionaria no Brasil em larga escala?

Como as bombas autônomas funcionam?

Essencialmente, as bombas autônomas de combustível são iguais às padrão. Contudo, elas são feitas para serem operadas por qualquer pessoa, não apenas pelo frentista — o que já acontece com a calibragem de pneus.

O pagamento é realizado diretamente ao dono do posto ou, em certos casos, em uma máquina que mede o volume abastecido. A ideia de torná-las a norma no país é reduzir o custo do serviço, visto que o pagamento dos frentistas se reflete no custo do combustível, além de ser uma maneira de diminuir a espera nos postos de combustíveis.

Quais são os contras das bombas autônomas?

Quando se trata da adequação desse modelo ao Brasil, a questão fica um pouco mais complicada. Alguns dos principais pontos contra são:

1. Risco no manuseio

Manusear combustíveis é considerado uma atividade de risco, pois envolve material altamente inflamável. Para que a população possa usar o autosserviço com segurança, seria necessária uma reeducação geral, ou uma maior atenção à estruturação das bombas.

2. Demissão em massa

Uma mudança drástica como essa seria capaz de levar à demissão de milhares de pessoas e, levando-se em conta a crise de empregos no Brasil, algo assim poderia deixar diversas famílias desamparadas. Embora a ideia seja deixar a função cair em desuso, haveria um impacto imediato, a menos que uma lei prevenisse tais demissões.

3. Segurança

A presença dos frentistas é um modo de impedir furtos de combustível nos postos. Sem essa função, seria preciso investir em outras formas de segurança contra crimes, especialmente em um posto 24 horas.

4. Demora no abastecimento

Há quem acredite que o uso de bombas autônomas não traria o resultado previsto para as filas. Pelo contrário, a falta de experiência no manuseio da bomba poderia aumentar a demora nos atendimentos. E mesmo que seja possível fazer mais atendimentos por vez, o número de bombas ainda seria limitado.

Veículos a diesel em foco

Um dos motivos para essa mudança estar em voga novamente é o incentivo à venda de veículos a diesel. Por lei, carros de passeio não podem usar diesel como combustível, o que foi justificado devido à emissão excessiva de poluentes. No entanto, essa lei, hoje em dia, é tida como obsoleta, já que a confecção do diesel foi refinada, tornando-o uma opção menos nociva ao meio ambiente. E, por ser uma realidade em outros países, parece conveniente trazer aspectos do seu modelo de abastecimento para cá também.

Ainda é um pouco cedo para dizer se o Brasil está de fato pronto para o uso das bombas autônomas nos postos de combustíveis e esse debate deve se manter ativo por mais algum tempo.

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