Os combustíveis começaram 2026 mais caros em Belo Horizonte e região. Uma alta já era prevista devido ao reajuste anual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas, na prática, ela superou a alta do imposto, segundo levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro divulgado nesta quinta-feira (8/1).
A gasolina ficou R$ 0,30 mais cara entre o início de dezembro e o começo de janeiro, passando de uma média de R$ 6,03 para R$ 6,33, uma variação de 4,91% em um mês. A trajetória de alta já ocorria ao longo de dezembro, e na véspera de Natal, o combustível era encontrado por R$ 6,20. O reajuste do ICMS da gasolina foi de R$ 0,10.
O etanol teve uma alta percentual ligeiramente maior, de 5,1%, e passou de R$ 4,48 para R$ 4,71 em um mês, variação de R$ 0,23. Já a mudança do diesel foi menor, de 0,8%, e o combustível passou de R$ 6,01 para R$ 6,06. A variação praticamente acompanhou a alta do ICMS sobre ele, de R$ 0,05.
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) critica o reajuste do ICMS, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que integra as secretarias estaduais de Fazenda. “O Minaspetro lamenta que os combustíveis sejam, mais uma vez, fonte da sanha arrecadatória do Estado”, diz nota da entidade.
A pesquisa avaliou 190 postos da capital mineira e região. A variação percentual de preço entre eles chega a dois dígitos. A gasolina, por exemplo, é encontrada de R$ 5,84 a R$ 6,88, diferença de 17,8%. O endereço de cada posto e o preço praticado por eles estão listado no site Mercado Mineiro.
Por ora, a crise da Venezuela não alterou significativamente o preço do petróleo e não teve reflexo direto nos preços do combustível. O insumo encontrado no país é do tipo chamado de pesado pela indústria, ideal para a produção de diesel, e não de gasolina.

