Há tempos, donos de postos são injustamente responsabilizados pelos preços dos combustíveis. Isso ocorre porque o cidadão comum – muitas vezes levado a reboque pelos meios de comunicação e redes sociais – não dispõe de informação suficiente para saber como se dá a formação de preços e costuma enxergar no posto o vilão a ser atacado. Por esse motivo, o Minaspetro pôs no ar, recentemente, três vídeos que tratam exclusivamente do assunto.
“Sentimos a necessidade de mostrar a realidade sobre a formação de preços de combustíveis no Brasil, para rechaçar de uma vez por todas o estigma que paira sobre a Revenda”, diz Rafa Macedo, presidente do Minaspetro.
De forma didática, o primeiro vídeo trata da formação de preços de forma ampla. Para ilustrar a argumentação, foi utilizada a conhecida “bombinha da Petrobras”, muito consultada por consumidores, jornalistas e órgãos reguladores. Diferentemente do que o infográfico utilizado pela estatal mostra, ao detalhar todos os custos até a chegada dos combustíveis à bomba, o Minaspetro revelou o que muitos sequer suspeitavam: as estreitíssimas margens de lucro com que a Revenda opera – no caso da gasolina, que sobra para o posto é R$ 0,14 por litro comercializado, quando consideradas ainda despesas com pessoal, energia elétrica, manutenção de equipamentos, itens de segurança, treinamentos obrigatórios e taxas devidas a órgãos de fiscalização, entre outras.
O vídeo tem o propósito de tornar a informação clara para a população em geral e para os clientes dos postos, meios de comunicação e órgãos reguladores, não só como forma de contribuir com a veracidade da informação, como para estender ao máximo o seu alcance. Outro objetivo é oferecer aos donos de postos argumentação qualificada para rebater o estigma e esclarecer os interessados em saber como os preços são formados. “Ou seja, buscamos municiar os colegas para que eles possam se defender de possíveis incompreensões e educar o consumidor”, acrescenta o presidente do Minaspetro.
O segundo vídeo trata especificamente do etanol anidro, componente da gasolina cujo litro chegou a custar mais caro que o próprio combustível fóssil, razão pela qual, mesmo após as refinarias terem reduzido o preço, o efeito da queda não foi sentido na bomba.
Já o terceiro vídeo aborda a mistura obrigatória do biodiesel no diesel para apontar os impactos sobre o custo operacional dos postos e sobre os preços na bomba.
Os conteúdos mencionados estão disponíveis nos links abaixo.

