Fonte: Brasil Postos
Segundo dados oficiais, publicados na QR, no ano de 2022, o Brasil tinha uma frota de 60.459.290 veículos leves, sendo que 113.216 eram híbridos e 11.145 elétricos, ou seja, para cada 1.000 veículos que rodavam no país, apenas 18 eram totalmente elétricos, vide: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/22/28120.
A Revista Auto Esporte publicou em 30/01/2023 a seguinte matéria: “Carros elétricos vendidos no Brasil perderam 30% de autonomia, mas estão iguais”.
Esta redução tem como fundamento as inúmeras variáveis externas que podem alterar a autonomia destes veículos em até 30%, sobre o valor obtido no laboratório.
Por isso, o INMETRO passou a aplicar a deflação para se chegar mais próximo a sua autonomia efetiva.
Para conferir a autonomia do veículo pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Tabelas de eficiência energética Veículos Automotivos (PBE veicular) Veículos leves 2023, basta consultar a página do INMETRO https://www.gov.br/inmetro/pt-br/assuntos/avaliacao-da-conformidade/programa-brasileiro-de-etiquetagem/tabelas-de-eficiencia-energetica/veiculos-automotivos-pbe-veicular/pbe-veicular-2023.pdf/view.
Evidente que a frota de veículos com motor a combustão também aumentará até o ano de 2050, mesmo que a indústria automobilística passe a priorizar a fabricação de veículos puramente elétricos ou híbridos.
Importante destacar que 84% da população brasileira está situada na média “C”, a qual tem uma renda no limite máximo de R$ 9.320,00.
Dentro deste panorama, é forçoso concluir que em tese, somente 16% da população brasileira, ou seja, aquela família que tem uma renda superior a 7 salários mínimos por mês, poderá ter condições de adquirir um veículo elétrico sem sacrificar o sustento da sua família.
Destaque-se que o Projeto de Lei do Senado (PLS 304/2017) da autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), veda de forma gradual a venda dos automóveis a gasolina e diesel a partir do ano de 2030, com proibição total a partir de 2040. Esta descontinuação restringe-se aos veículos movidos a combustíveis fósseis, e não abrange no caso aqueles movidos a etanol.
Se o PSL 304/2017 for aprovado e transformado em lei nos termos propostos, então somente no ano de 2040 será proibido a comercialização de veículos novos que consomem combustíveis fósseis (gasolina, diesel e gás). Estima-se que pelo menos até o ano de 2050 ainda teremos veículos movidos a combustível fósseis rodando no Brasil até ser totalmente sucateada.
Evidente que a partir de 2050, provavelmente os atuais postos de gasolina estarão vendendo combustíveis não fósseis, tal como o etanol e a própria energia elétrica, ou outros combustíveis: Biocombustível, Vapor, Energia Cinética, Hidrogênio ou energia solar. (fonte: União Nacional da Bionergia https://www.udop.com.br/noticia/2022/03/16/7-possiveis-combustiveis-alternativos-a-gasolina-nos-automoveis.html.
Destaque-se que, os preços da gasolina e diesel tendem a diminuir quando a oferta destes combustíveis for maior do que a procura, em razão da oferta destas outras fontes de energia. Assim, forçoso concluir que o excedente de combustíveis fósseis exercerá forte redução no preço destes produtos, (oferta maior do que a procura), pela aplicação da teoria da mão invisível defendida e comprovada pelo economista escocês Adam Smith.
Dentro deste cenário que permeia esta revolução da matriz energética no país e no mundo, ousamos dizer que pelo menos por mais 3 décadas, ou seja, até o ano de 2050 os postos de gasolina no Brasil continuarão vendendo combustíveis fósseis em suas bombas, certamente em menor escala, em razão da substituição destes produtos por energia limpa.