O litro da gasolina comum custa em média R$ 6,39 nos postos de Belo Horizonte nesta segunda-feira (19), a seis dias do segundo turno das eleições. É o mesmo valor de 28 de setembro, uma semana antes do primeiro turno, e o preço não se moveu nos dez dias desde que o governo federal zerou os tributos federais sobre a gasolina, em 9 de outubro.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o decreto zerou PIS/Pasep, Cofins e Cide sobre a gasolina por 30 dias, com possibilidade de prorrogação, e a redução dos impostos federais passou de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. A medida entrou no lugar do corte anterior, que perdia a validade no mesmo dia. Nas notas fiscais dos postos da capital, os R$ 0,26 a mais não apareceram na média: R$ 6,39 em 7 de outubro, antes do decreto, e o mesmo valor em 14 e em 19 de outubro.
O governo apresenta as medidas como forma de estabilizar os preços. No comunicado, cita o barril do petróleo Brent acima de US$ 100, mais de 40% acima do patamar anterior à guerra no Oriente Médio, e margens internacionais de refino da gasolina e do diesel acima do dobro do nível de antes do conflito.
Como o preço andou desde setembro
A mudança veio antes do primeiro turno. Até 22 de setembro, a média ficava entre R$ 6,30 e R$ 6,32, e o preço mais comum na capital era R$ 6,29 (126 de 264 postos). Na consulta de 28 de setembro, a média subiu para R$ 6,39, que também passou a ser o preço mais cobrado. Hoje, 181 dos 265 postos de BH com nota de gasolina comum cobram exatamente esse valor.
Média do litro da gasolina comum em BH em cada consulta. Fonte: Nota Fiscal Mineira (SEF-MG). Arte: O TEMPO
- 22/9: R$ 6,32
- 28/9: R$ 6,39
- 2/10: R$ 6,39, dois dias antes do primeiro turno
- 7/10: R$ 6,39, dois dias antes do decreto
- 14/10: R$ 6,39
- 19/10: R$ 6,39
Etanol segue compensando
O etanol fez o mesmo caminho. A média na capital subiu de R$ 4,22 em 22 de setembro para R$ 4,37 antes do primeiro turno e não mudou desde então, mesmo com o reforço anunciado no mesmo decreto: a subvenção aos produtores de etanol hidratado subiu de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro, e a desoneração de R$ 0,19 foi prorrogada. Em setembro, o menor preço do etanol já tinha subido 18 centavos.
Com as duas médias, o etanol custa 68,4% da gasolina em BH: compensa abastecer com o etanol, abaixo dos 70% da regra tradicional e dos 75% dos motores mais eficientes. Como o etanol rende cerca de 70% da gasolina, o que custa R$ 100 em gasolina sai por cerca de R$ 98 em etanol. Faça a conta com o preço do seu posto e o consumo do seu carro.
Diesel e interior também estão parados
O diesel S10 custa em média R$ 6,88 em BH, contra R$ 6,87 antes do decreto, que também deu aos importadores de diesel rodoviário uma subvenção extra de R$ 1,40 por litro por 30 dias, somada aos R$ 2,12 que já valiam.
Nas maiores cidades do interior consultadas, a média da gasolina variou no máximo 1 centavo desde 7 de outubro: Juiz de Fora, R$ 6,57; Montes Claros, R$ 5,97; Uberlândia, R$ 6,44.
Onde está a gasolina mais barata em BH
O menor preço da capital nas notas desta segunda é de R$ 5,95, no Santa Luzia Combustiveis Ltda, no bairro Monte Azul. Veja todos os postos de BH e da Grande BH no mapa da página de preços dos combustíveis.
De onde vêm os números
Os preços são os das notas fiscais eletrônicas que 265 postos de Belo Horizonte emitiram ao vender gasolina comum, reunidas pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais na Nota Fiscal Mineira. A média é a soma dos preços dividida pelo número de postos, a mesma conta da página de preços dos combustíveis de O TEMPO. Cada preço vale para a data da nota. Os valores dos tributos e das subvenções são do comunicado do governo federal de 9 de outubro.