O preço do etanol hidratado voltou a subir com mais intensidade em dezembro e liderou a alta dos combustíveis no país no fechamento de 2025. Levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log mostra que o biocombustível foi comercializado, em média, a R$ 4,54 nos postos brasileiros, avanço de 2,25% em relação a novembro. No mesmo período, a gasolina teve elevação bem mais moderada, de 0,16%, com preço médio de R$ 6,34.
Segundo a Edenred Mobilidade, o comportamento do etanol refletiu a combinação entre oferta, demanda e maior consumo no fim do ano, além da competitividade regional do produto frente à gasolina. Já o reajuste da gasolina foi descrito como pontual e de menor intensidade.
Na análise regional, o Sudeste apresentou a maior alta do etanol em dezembro, de 2,53%, ainda assim mantendo o menor preço médio do país, a R$ 4,45. O Sul registrou avanço de 1,75%, com valor médio de R$ 4,66. O Nordeste foi a única região com queda no biocombustível, de 0,21%, enquanto o Norte manteve o etanol mais caro do país, a R$ 5,21.
No caso da gasolina, o Sudeste também liderou a alta mensal, com variação positiva de 0,65% e preço médio de R$ 6,23, permanecendo como a região mais barata. O Nordeste teve a maior redução, de 0,31%, com valor médio de R$ 6,38. O Norte seguiu com a gasolina mais cara, a R$ 6,79, apesar de leve recuo no mês.
Entre os estados, o Distrito Federal registrou a maior alta do etanol em dezembro, de 3,77%, alcançando R$ 4,95. O preço mais elevado foi observado no Amazonas, a R$ 5,47, estável frente a novembro. A maior queda ocorreu no Rio Grande do Norte, de 3,35%, com preço médio de R$ 4,61.
Na gasolina, Minas Gerais teve o maior aumento, de 0,80%, para R$ 6,28. A maior retração também foi registrada no Rio Grande do Norte, com queda de 2,25%, para R$ 6,09. A gasolina mais barata foi encontrada na Paraíba, a R$ 6,09, enquanto Roraima manteve o maior valor, de R$ 7,41.
Apesar das oscilações mensais, a Edenred destaca que a escolha do combustível deve considerar o perfil do veículo e os preços locais. O etanol segue como alternativa com menor intensidade de emissões e papel relevante na mobilidade de baixo carbono.
O IPTL é elaborado a partir de dados de abastecimento em cerca de 21 mil postos credenciados, com base em transações realizadas por uma frota de mais de 1 milhão de veículos, o que garante elevada representatividade e confiabilidade ao indicador.

