IPCA-15 tem queda de 0,40% em agosto, puxada por luz, alimentos e combustíveis

27/08/2026

Fonte: Itatiaia

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, registrou deflação de 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A deflação representa uma média dos preços de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. O resultado representa uma redução de 0,46 ponto percentual em relação ao mês anterior. Ou seja, o poder de compra pode ser visto como maior, porque o consumidor paga menos pela cesta de produtos e serviços, porém isso não ocorre para todos os itens avaliados.

Esse índice foi a menor variação do IPCA-15 para um mês de agosto desde 1998. Em agosto de 2025, o levantamento registrou queda de 0,14%. Já em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Todas as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE apresentaram quedas para o índice registrado em agosto. A maior variação negativa foi em Curitiba, de 0,82%. O resultado foi influenciado principalmente pela redução de 15,34% nas passagens aéreas e de 4,83% na energia elétrica residencial. Já em São Paulo, o índice caiu 0,06%. O resultado foi parcialmente pressionado pela alta de 4,66% no preço do leite longa vida e de 2,97% no conserto de automóveis.

Grupos que contribuíram para reduzir o índice

Entre os grupos que mais contribuíram para a queda do IPCA-15 estão Habitação, Transportes, Alimentação e Bebidas.

A Habitação teve recuo de 1,41%, com o principal destaque sendo a energia elétrica residencial, que ficou 6,25% mais barata e teve impacto de -0,26 ponto percentual no índice geral.

Segundo o IBGE, a queda ocorreu principalmente por causa da incorporação do Bônus de Itaipu, que foi creditado nas contas de energia emitidas em agosto. A bandeira tarifária amarela, no entanto, continua em vigor neste mês e acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também foram considerados no levantamento reajustes nas tarifas de energia elétrica em diferentes cidades, como Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

Outro grupo que ajudou a puxar a inflação para baixo foi Transportes, que passou de uma alta de 0,11% em julho para uma queda de 1% em agosto. As passagens aéreas tiveram a maior contribuição no resultado, com redução de mais de 13%.

Os combustíveis também ficaram mais baratos, com queda média de 1,43%. O etanol recuou 3,63%, a gasolina caiu 1,23% e o óleo diesel teve redução de 0,71%. Na direção contrária, o gás veicular ficou 1,42% mais caro.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,57% em agosto e também contribuiu para a deflação.

Os alimentos consumidos em casa caíram 0,97%. Entre os produtos que mais ficaram baratos estão o tomate, com redução de 27,38%; a batata-inglesa, com queda de 25,14%; a cenoura, que recuou 17,05%; e o café moído, que ficou 2,31% mais barato. Por outro lado, alguns alimentos subiram, como o  leite longa vida e as frutas, que ficaram 3,41% e 3,11% mais caros, respectivamente.

A alimentação fora de casa também desacelerou, mas não registrou queda. O índice passou de uma alta de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. Entre os itens, o lanche ficou 0,75% mais caro, enquanto a refeição teve alta de 0,25%.

Dentro dos produtos e serviços analisados, entenda o que ficou mais caro e mais barato em agosto, de acordo com o IPCA-15 de agosto:

Mais barato

Passagem aérea: -13,30%;
Energia elétrica residencial: -6,25%;
Tomate: – 27,38%;
Batata-inglesa: -25,14%
Cenoura: -17,05%
Etanol: -3,63%
Gasolina: -1,23%
Óleo diesel: -0,71%
Café moído: -2,31%

Mais caro

Cigarro: +5,56%;
Leite longa vida: +3,41%;
Frutas: +3,11%;
Conserto de automóvel: +2,97%;
Curso de idiomas: +0,92%;
Lanche: +0,75%;
Gás encanado: +0,81%;
Ensino fundamental: +0,58%;
Ensino superior: +0,49%;
Plano de saúde: +0,42%;
Refeição fora de casa: +0,25%.

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

Notícias Relacionadas

|
27 agosto
Inflação subiu em 0,48% em setembro, enquanto mercado esperava uma alta de 0,52%
|
27 agosto
Randolfe Rodrigues (PT/AP) apresentou parecer favorável ao PL 1482/2019 na CCJ do Senado e texto pode avançar na semana que vem