(Foto: Vibra/Divulgação)
O Itaú BBA atualizou suas estimativas para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) ao incorporar os resultados do primeiro trimestre de 2026, as novas premissas macroeconômicas do banco e revisões nas projeções de margens e volumes. O banco manteve recomendação Outperform (equivalente à compra) para as duas empresas e elevou o preço-alvo para o fim de 2026 da Vibra de R$ 35 para R$ 40 por ação, e da Ultrapar de R$ 32 para R$ 38.
O novo preço-alvo da Vibra representa um potencial de valorização de 32,8% ante o fechamento do papel no pregão de ontem. Já o da Ultrapar representa um potencial de alta de 36% na mesma base de comparação.
Em relatório, os analistas Monique Martins Greco Natal, Eric de Mello e Eduardo Mendes destacam que as ações negociam a múltiplos que o banco considera atrativos, com preço sobre lucro (P/L) previsto para 2027 de 9,4 vezes para Vibra e 8,4 vezes para Ultrapar, além de rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 13% para ambas.
Dentro dessa comparação, os profissionais apontam a Ultrapar como relativamente mais atrativa, citando posicionamento mais leve, maior potencial de dividendos e mais espaço para revisões de lucros.
O relatório também traz uma pesquisa com investidores sobre as expectativas de margem para o segundo trimestre de 2026 e para 2027, usada como referência para comparar o cenário-base do banco com a percepção de mercado.
Na leitura do Itaú BBA, as distribuidoras encerram um período de volatilidade com fundamentos fortalecidos. O banco afirma que, ao reafirmarem o papel crítico de garantir o abastecimento de combustíveis, continuarem a capturar conversões de postos de bandeira branca e se beneficiarem do aumento da formalização, o ambiente competitivo tende a se tornar mais racional. Para o Itaú BBA, esse contexto dá suporte à rentabilidade no médio prazo e sugere um piso de margem normalizada potencialmente mais alto do que o antecipado anteriormente.
Para o segundo trimestre de 2026, o Itaú BBA estima margens em torno de R$ 400 por metro cúbico tanto para a Vibra quanto para a Ipiranga, nível que o banco diz ficar ligeiramente acima do resultado médio da pesquisa com investidores, que indicou cerca de R$ 370 por metro cúbico para as duas companhias. Já para 2027, o banco trabalha com margem de R$ 200 por metro cúbico para Vibra e Ultrapar, patamar descrito como modestamente acima do apontado na pesquisa para a Ultrapar, de aproximadamente R$ 190 por metro cúbico, e em linha, no caso da Vibra, com as expectativas dos investidores.
Ao discutir o que pode determinar o nível de margens normalizadas adiante, o relatório pondera que, embora as condições recentes justifiquem margens mais altas no curto prazo – em grande parte refletindo custos de importação elevados -, o comportamento das margens nos próximos trimestres dependerá de fatores como a continuidade de restrições na janela de paridade de importação, o ritmo e a participação de mercado associados ao retorno da Petrobras (PETR3; PETR4) às importações em julho e a continuidade e a efetividade do combate a práticas informais.
Na pesquisa citada pelo Itaú BBA, investidores projetam margens de 2027 de R$ 199 por metro cúbico para a Vibra e R$ 190 por metro cúbico para a Ultrapar, com dispersão significativa entre as respostas. No cenário-base do banco, a premissa de R$ 200 por metro cúbico para as duas empresas embute, segundo o relatório, múltiplos de P/L de 2027 de 9,4 vezes para a Vibra e 8,4 vezes para a Ultrapar.