Joint venture com Coopersucar em etanol ainda não entrega o previsto, diz presidente da Vibra

08/05/2025

Fonte: Folha de São Paulo

joint venture firmada entre a Vibra Energia e a Coopersucar para o mercado de etanol, ainda não está entregando o que foi previsto quando a parceria foi desenhada, disse, nesta quarta-feira (7), o presidente da distribuidora de combustíveis, Ernesto Pousada. Em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre, o executivo destacou que a Evolua ainda está no segundo ano de operação, por isso é “prematuro” pensar em revisão do acordo.

Pousada reconheceu, porém, que a Evolua ainda não está trazendo toda a competitividade esperada. No segmento de etanol, a empresa busca níveis melhores de competitividade e tem na Evolua um caminho.

“Vamos priorizar um ganho de ‘market share’ [participação de mercado] no etanol, algo que já era desenhado antes da [entrada em vigor da] monofasia”, disse Pousada.

O executivo disse também que a Comerc Energia ainda apresenta oportunidades de redução de custos, inclusive operacionais. De acordo com Pousada, as possibilidades de captura de sinergias é maior do que a prevista no processo de aquisição da empresa de comercialização de energia e de geração renovável.

Também presente à teleconferência, o diretor financeiro e de relações com investidores da Vibra, Augusto Ribeiro, afirmou que a companhia mantém para 2025 a meta de distribuir aos acionistas o equivalente a 40% do lucro líquido ajustado. O caminho, segundo ele, será pelo pagamento de dividendos complementares, juros sobre o capital próprio ou recompra de ações.

A Vibra obteve no primeiro trimestre um lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 2,02 bilhões. A margem Ebitda ajustada foi de R$ 215 por metro cúbico (m³), aumento de 31,4% em relação aos três primeiros meses de 2024.

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